dissabte, 29 d’agost de 2015

Há metafísica bastante em não pensar em nada. O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que ideia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas). O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é o sol E a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol, E já não pode pensar em nada, Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos os poetas. A luz do sol não sabe o que faz E por isso não erra e é comum e boa. Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber que o não sabem? «Constituição íntima das cousas»... «Sentido íntimo do Universo»... Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. É incrível que se possa pensar em cousas dessas. É como pensar em razões e fins Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo escuridão. Pensar no sentido íntimo das cousas É acrescentado, como pensar na saúde Ou levar um copo à água das fontes. O único sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?), Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora.

É antes do ópio que a minh'alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um Oriente ao oriente do Oriente.

Esta vida de bordo há-de matar-me
São dias só de febre na cabeça
E, por mais que procure até que adoeça,
já não encontro a mola pra adaptar-me.

Em paradoxo e incompetência astral
Eu vivo a vincos de ouro a minha vida,
Onda onde o pundonor é uma descida
E os próprios gozos gânglios do meu mal.

É por um mecanismo de desastres,
Uma engrenagem com volantes falsos,
Que passo entre visões de cadafalsos
Num jardim onde há flores no ar, sem hastes.

Vou cambaleando através do lavor
Duma vida-interior de renda e laca.
Tenho a impressão de ter em casa a faca
Com que foi degolado o Precursor.

Ando expiando um crime numa mala,
Que um avô meu cometeu por requinte.
Tenho os nervos na forca, vinte a vinte,
E caí no ópio como numa vala.

Ao toque adormecido da morfina
Perco-me em transparências latejantes
E numa noite cheia de brilhantes,
Ergue-se a lua como a minha Sina.

Eu, que fui sempre um mau estudante, agora
Não faço mais que ver o navio ir
Pelo canal de Suez a conduzir
A minha vida, cânfora na aurora.

Perdi os dias que já aproveitara.
Trabalhei para ter só o cansaço
Que é hoje em mim uma espécie de braço
Que ao meu pescoço me sufoca e ampara.
E fui criança como toda a gente.

Nasci numa província portuguesa
E tenho conhecido gente inglesa
Que diz que eu sei inglês perfeitamente.
Gostava de ter poemas e novelas
Publicados por Plon e no Mercure,
Mas é impossível que esta vida dure.

Se nesta viagem nem houve procelas!
A vida a bordo é uma coisa triste,
Embora a gente se divirta às vezes.
Falo com alemães, suecos e ingleses
E a minha mágoa de viver persiste.

Eu acho que não vale a pena ter
Ido ao Oriente e visto a índia e a China.
A terra é semelhante e pequenina
E há só uma maneira de viver.

Por isso eu tomo ópio. É um remédio
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento
E ver passar a Vida faz-me tédio.

Fumo. Canso. Ah uma terra aonde, enfim,
Muito a leste não fosse o oeste já!
Pra que fui visitar a Índia que há
Se não há Índia senão a alma em mim?

Sou desgraçado por meu morgadio.
Os ciganos roubaram minha Sorte.
Talvez nem mesmo encontre ao pé da morte
Um lugar que me abrigue do meu frio.

Eu fingi que estudei engenharia.
Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda.
Meu coração é uma avózinha que anda
Pedindo esmola às portas da Alegria.

Não chegues a Port-Said, navio de ferro!
Volta à direita, nem eu sei para onde.
Passo os dias no smokink-room com o conde -
Um escroc francês, conde de fim de enterro.

Volto à Europa descontente, e em sortes
De vir a ser um poeta sonambólico.
Eu sou monárquico mas não católico
E gostava de ser as coisas fortes.

Gostava de ter crenças e dinheiro,
Ser vária gente insípida que vi.
Hoje, afinal, não sou senão, aqui,
Num navio qualquer um passageiro.

Não tenho personalidade alguma.
É mais notado que eu esse criado
De bordo que tem um belo modo alçado
De laird escocês há dias em jejum.

Não posso estar em parte alguma.
A minha Pátria é onde não estou.
Sou doente e fraco.
O comissário de bordo é velhaco.
Viu-me co'a sueca... e o resto ele adivinha.

Um dia faço escândalo cá a bordo,
Só para dar que falar de mim aos mais.
Não posso com a vida, e acho fatais
As iras com que às vezes me debordo.

Levo o dia a fumar, a beber coisas,
Drogas americanas que entontecem,
E eu já tão bêbado sem nada! Dessem
Melhor cérebro aos meus nervos como rosas.

Escrevo estas linhas. Parece impossível
Que mesmo ao ter talento eu mal o sinta!
O facto é que esta vida é uma quinta
Onde se aborrece uma alma sensível.

Os ingleses são feitos pra existir.
Não há gente como esta pra estar feita
Com a Tranquilidade. A gente deita
Um vintém e sai um deles a sorrir.

Pertenço a um gênero de portugueses
Que depois de estar a Índia descoberta
Ficaram sem trabalho. A morte é certa.
Tenho pensado nisto muitas vezes.

Leve o diabo a vida e a gente tê-la!
Nem leio o livro à minha cabeceira.
Enoja-me o Oriente. É uma esteira
Que a gente enrola e deixa de ser bela.

Caio no ópio por força. Lá querer
Que eu leve a limpo uma vida destas
Não se pode exigir. Almas honestas
Com horas pra dormir e pra comer,

Que um raio as parta! E isto afinal é inveja.
Porque estes nervos são a minha morte.
Não haver um navio que me transporte
Para onde eu nada queira que o não veja!

Ora! Eu cansava-me o mesmo modo.
Qu'ria outro ópio mais forte pra ir de ali
Para sonhos que dessem cabo de mim
E pregassem comigo nalgum lodo.

Febre! Se isto que tenho não é febre,
Não sei como é que se tem febre e sente.
O facto essencial é que estou doente.
Está corrida, amigos, esta lebre.

Veio a noite. Tocou já a primeira
Corneta, pra vestir para o jantar.
Vida social por cima! Isso! E marchar
Até que a gente saia pla coleira!

Porque isto acaba mal e há-de haver
(Olá!) sangue e um revólver lá pró fim
Deste desassossego que há em mim
E não há forma de se resolver.

E quem me olhar, há-de-me achar banal,
A mim e à minha vida... Ora! um rapaz...
O meu próprio monóculo me faz
Pertencer a um tipo universal.

Ah quanta alma viverá, que ande metida
Assim como eu na Linha, e como eu mística!
Quantos sob a casaca característica
Não terão como eu o horror à vida?

Se ao menos eu por fora fosse tão
Interessante como sou por dentro!
Vou no Maelstrom, cada vez mais pró centro.
Não fazer nada é a minha perdição.

Um inútil. Mas é tão justo sê-lo!
Pudesse a gente desprezar os outros
E, ainda que co'os cotovelos rotos,
Ser herói, doido, amaldiçoado ou belo!

Tenho vontade de levar as mãos
À boca e morder nelas fundo e a mal.
Era uma ocupação original
E distraía os outros, os tais sãos.

O absurdo, como uma flor da tal Índia
Que não vim encontrar na Índia, nasce
No meu cérebro farto de cansar-se.
A minha vida mude-a Deus ou finde-a ...

Deixe-me estar aqui, nesta cadeira,
Até virem meter-me no caixão.
Nasci pra mandarim de condição,
Mas falta-me o sossego, o chá e a esteira.

Ah que bom que era ir daqui de caída
Pra cova por um alçapão de estouro!
A vida sabe-me a tabaco louro.
Nunca fiz mais do que fumar a vida.

E afinal o que quero é fé, é calma,
E não ter estas sensações confusas.
Deus que acabe com isto! Abra as eclusas —
E basta de comédias na minh'alma!

THE WARS OF IF ...THERE WILL BE BLOOD SOMEWHERE SOMEHOW DOCTOR WHO SAYS YES..... THE A B C OF MINING A Handbook for Prospectors Treating fully of Exploratory and Preparatory Work of the Physical Properties of Ores, Field Geology, the Occurrence and Associations of Minerals, Methods of Chemical Analysis and Assay, Blow-pipe Tests, Promising Indications, and Simple Methods of Working Valuable Deposits, together with Chapters on Quartz and Hydraulic Mining and especial Detailed Information on Placer Mining, with an Addenda on Camp Life and Medical Hints. BY CHARLES A. BRAMBLE, D.L.S., Late of the Editorial Staff of "The Engineering and Mining Journal," and formerly a Crown Lands and Mineral Surveyor for the Dominion of Canada. ILLUSTRATED. Chicago and New York: RAND, McNALLY & COMPANY, PUBLISHERS. Copyright, 1898, by Rand, McNally & Co. Many men seem to think that should their destinies lead them into parts of the world where there is mineral wealth they will have little chance of discovering the deposits without the technical education of a mining engineer. This is wrong. The fact is that the sphere of the prospector does not cover that of the engineer. The work of the one ends where that of the other begins, and many of the most successful discoverers of metallic wealth have been entirely ignorant of the methods by which a great mine should be opened, developed, and worked. A few simple tools and a not very deep knowledge of assaying, with an observant eye and a brain quick to deduce inferences from what that eye has seen, are the most valuable assets of a prospector. In time he will gain experience, and experience will teach him much that he could not learn in any college nor from any book. Each mining district differs from every other, and it has been found that certain rules which hold good in one region, and guide the seeker after wealth to the hidden treasure that has been stored up for eons of time, do not apply in another region. To show what may be done with imperfect, improvised apparatus, an Australian assayer, who has since become famous, started up country in his youth with the following meager outfit: A cheap pair of scales, a piece of cheese cloth, a tin ring 1½ inches by ½ inch, a small brass door-knob, some powdered borax, some carbonate of soda and argol, a few pounds of lead lining taken from a tea chest, an empty jam pot, a short steel drill, a red flower pot. With this modest collection of implements he made forty assays of gold ores that turned out to be correct when repeated in a laboratory. About the best advice that can be given to a man who has determined to go to some out of the way region where there is a possibility of his discovering minerals is to recommend him to visit the nearest museum and gain an acquaintance with the common rocks. Should he be unable to do this he had better provide himself with small, inexpensive specimens from the shop of some dealer. It is almost impossible to teach a beginner to distinguish the various rocks by any amount of printed instruction; the only way to learn to recognize them is to handle them and note carefully their color, weight, and the minerals that go to make them up. The explorer should be able to recognize at a glance, or at any rate after a very short inspection, the sedimentary rocks, such as sandstone and limestone; the metamorphic rocks, that is, rocks that have been altered by the agency of great subterranean heat in ages long past, and which were probably stratified rocks at one period, such as granite and gneiss, and the truly igneous rocks—trap, diabase, diorite, etc. He must know also that mysterious rock which the western miner calls porphyry, and to which is ascribed most wonderful virtues in the way of ore attraction; while dolerite and dolomite must be to him familiar terms and substances. This sounds easy enough but the student will find that a good deal of hard work is necessary before he can readily recognize each of these rocks. It is even more necessary that he should learn the metals thoroughly. Each one differs from all the rest in some particular. Often this difference will be an obscure one, but to the careful investigator the recognition of the substance will be in the end certain. They may differ in weight, in color, in hardness, in a dozen different ways, so that to the man who has made a study of this subject a determination is always possible. Stratified rocks are either sand, clay, or calcareous, which means lime-bearing. In their natural position they were horizontal, but owing to subsequent volcanic action they are, in some localities, tilted at all conceivable angles. The eruptive rocks have burst through them in places, changed their character, divided them by intrusive masses, and generally enriched them with mineral deposits. Everything now known points to the theory that the contents of veins were deposited in the lodes by infiltration. In a few instances famous mines have no veins, but are literally hills of mineral; they are then of low grade, but much more remunerative than average high grade mines, owing the vast quantity of ore, and the ease with which it can be mined. The famous Treadwell mine, on Douglas Island, Alaska, has ore that is worth less than four dollars a ton, but it is quarried, and 640 stamps work day and night. There is about a dollar a ton profit, and hundreds of thousands of tons are treated annually. The tin mine known as Mount Bischoff, in Tasmania, and the Burra copper mine in Australia are other instances. Each of these deposits was found as an outcropping on the bare top of a low hill, and none of them has walls. A fault may throw the vein up or down, and a good deal of exploration may have to be done before it is recovered. A lenticular vein consists of a series of double pointed ore bodies like lenses which may be strung out, overlapping, or not. The outcrop of a vein is never the same as its strike, except on a level surface. A stringer of ore branching off from the main vein is known as a chute, shoot, or chimney. In developing a ledge or lode, first find out what the ore is. Gold is shown in the mortar, especially after roasting. Silver may be recognized at sight, or by assay tests, or blow pipe; copper, by its vivid colors,—green or blue for carbonate and red for oxide or metallic copper. The ore often differs in various parts of the vein. Explore your lode along the surface, across, and down its dip. When you find it continuous it will be time enough to think of a vertical shaft. The top of a shaft must be timbered with logs, so as to give sufficient fall to get rid of the mineral when it is hoisted. The first thing the prospector has to consider is his outfit. The more complete this is the better, but ninety-nine times out of a hundred the difficulties of transportation in a wild region are so enormous that he will have to do without a great many things that he would like to have. He must endeavor to make up for the lack of tools by ingenuity; then he may get along fairly well. A pan, he must have. In this he will wash carefully all his samples. Then, a flask of quicksilver is more precious to him even than gold; for, having it, he can resort to pan-amalgamation, which will save the precious metal even when it is in minute particles. This process may be described as follows: A pound or two of the ore in powder is placed in the pan and water is added until the mass becomes a thin pulp. One ounce of quicksilver and a small piece of that deadly poison, known to the chemist as cyanide of potash, and as prussic acid to the ordinary man, should be added, and the mass should be stirred thoroughly, for two hours if you can stand it. Then turn in water and wash off the dirt and the amalgam will be found in the bottom of the pan. This you must collect very carefully. You should have a square piece of chamois skin or a piece of strong white cotton cloth. In either case the amalgam is put in the center of this square and the cloth twisted until all the superfluous quicksilver is pressed out and your amalgam remains nearly free from mercury. This amalgam placed on a shovel and held over a brisk fire will soon show the yellow color of gold. If you have no mould you may make one of clay, put your gold therein with a little borax, and very soon, the fire being hot enough, you will have a tiny ingot of the precious metal. But most prospectors are satisfied when they have obtained their sponge gold, and do not carry their operations further in these rough and ready tests. The prospector of to-day is often a very different man from his predecessor of a generation ago. The old gold hunter used to sally forth armed with a pick, shovel and pan, and usually a very little grub. In his stead men are now taking the field who have had the benefits of a thorough education, both practical and theoretical, and provided with all the equipment necessary for their work. Some of these men carry an outfit somewhat as follows: An iron mortar holding half a gallon, together with a pestle a rough scale for pulp, a more delicate one showing troy grains and pennyweights, a 40-mesh sieve, a burro furnace and muffle, one cupel mould, a couple of dozen scorifiers, tongs to handle the cupel and scorifiers, two annealing cups, a spirit lamp, a dozen test tubes, a pouring mould, five or six pounds of borax and about as much carbonate of soda, five pounds of bone ash, ditto of granulated lead, a pint of nitric acid, ditto of hydrochloric acid, ditto sulphuric acid, ditto of ammonia, twice as much alcohol and two pounds or so of granulated zinc. As a blow pipe outfit he will take a blow pipe, spirit lamp, nitrate of cobalt in solution, cyanide of potash, yellow prussiate of potash, red prussiate of potash, a sheet or two of filtering paper and a couple of three-inch glass filters. With this outfit he can determine any mineral he may come across. By patience and observation the man who starts out to take up prospecting as a road to fortune may easily master the rudiments of his business. It will not take him long to become familiar with the commoner rocks, and the more valuable ores. His own rough tests in the field must be confirmed by competent assayers upon his return to civilization, and in this matter he should be very guarded. The most reliable assays are made either at the different government assay offices or by some of the large metallurgical works whose reputation is world wide. Prospecting is hard work, but the life is healthy and full of excitement, only the explorer should have courage, hope, and good temper, for each and every one will be as necessary in his chosen vocation as his pan and pick. When alluvial or placer gold has been found it is reasonable to suppose that the vein from which it was derived may also reward diligent search, for it is undoubtedly true that most placer gold has come from quartz veins. This, however, is believed not to be invariably the case, a recent school of mineralogists contending that pure masses of alluvial gold have been formed from the accretion or growth of the gold deposited from certain gold salts. This is in any case probably exceptional, and the prospector who finds gold in gravel should seek in the adjacent country for the quartz lodes from which it came.The Comstock lode was first worked for gold, and the miners threw away the black sulphide of silver worth $3,000 to the ton. The Broken Hill mine in Australia was claimed as a tin deposit by its finder; it is now the greatest silver producer in Australasia. Such instances could be multiplied almost indefinitely, chance entering into a majority of mineral discoveries.

Important deposits may be expected at or about the line of unconformability where slates, shales, quartzites, sandstones, limestones, schists and other sedimentary deposits are pierced by intrusive masses of igneous rocks.
Veins filling the cracks that once existed between two differing rocks are known as contact veins. Such veins are often very rich. Curiously enough large masses of true igneous rock rarely contain valuable deposits of mineral, but where such intrusive masses cut dikes or walls of porphyry, or diorite, the region is worthy of careful investigation. 


In an open country the prospector should keep to the hill tops if on the lookout for veins, as the outcrops show more distinctly on the bare ridges, but alluvial deposits are only found in valleys and along the borders of streams. In any case, much of the northern part of this continent can only be prospected by following the streams, on account of the dense growth of forest with which the soil is covered. The true line of strike of a vein can be determined only on a level stretch. The line of strike and the line of dip are always at right angles to one another; the outcrop may follow the strike or it may not.
A pick, shovel, and pan, are absolutely necessary to a prospector's proper equipment. A good pocket lens, cheesecloth screen, and small iron pestle and mortar are often useful. The pan is the most essential part of the outfit, and is always bright from use.
The regular gold miner's pan is 13¾ inches in diameter across the top, 10 inches across the bottom and 1/8 inches deep. The best are made of sheet iron and have a joint around the bottom rim which is of some assistance in retaining the spangles of gold.
A more primitive instrument than the pan is the batea. This requires more skill than the pan, and is much in favor with South American miners. It is made of hard wood, 20 inches in diameter, 2½ inches deep in the center, inside measurement, and sloping gradually to nothing at the sides.
The horn spoon has been handed on from antiquity. It is made from a black ox horn, at least a black one is the best as it shows the gold better; it is eight to ten inches long by three inches wide, cut off obliquely.
When gold is suspected in quartz, but there is visible to the naked eye more or less iron, copper, and other base metals, it is well to crush the quartz into coarse fragments. Roast on a shovel or other convenient tool over a hot fire, and finally pulverize in the mortar. If panned it will now reveal much of its gold, while, had these measures not been taken, the sample might have given negative results and been declared valueless.
After pulverizing, the ore should be passed through the cheese cloth screen before panning. If the approximate value of the ore is sought, the sample must be dried and weighed before crushing; and the resulting gold weighed. Thus:
Sample is to 2,000 lbs. as gold found is to Ans.
About 13 cubic feet of quartz weigh a ton before being disturbed; when broken to medium sized lumps 20 cubic feet may be taken as representing a ton. Although experience teaches the miner to estimate very closely the value of his sample, it is better for the tyro to have a small pair of scales with grain weights. A grain of gold, if tolerably pure, is equal to four cents. Above all things avoid the too common error of panning the pick of the rock, as a false estimate is bound to follow and only too probably eventual loss.
A yard of gravel before being dug makes one and a half yards afterwards. A pan of dirt is usually about 20 pounds, although it is not well to fill quite full in actual work.
Many a valuable mine has been found by following up "float" ore. Float is detached fragments of the vein or gangue, and it becomes more and more abundant as the lode is approached until it finally ceases abruptly. This indicates that the vein has been reached or passed, and a trench dug throughout the alluvial soil at right angles to the assumed line of the vein will probably reveal it. The float and mineral of course drift down hill; if the side of the mountain be saddle-shaped the float will spread out like a fan as it washes down, but if concave the force of gravity will concentrate it within a narrow space in the ravine. Float found at the foot of a hill has come, as a rule, from that hill. The nearer the vein the less worn will be the edges of the float and mineral. The gangue or vein-rock in which the metal is found may be calcite or calc spar, fluor spar, heavy spar or baryta, or quartz. Gold is almost always found in this last matrix. The upper parts of most quartz lodes are usually oxidized, that is to say, the atmosphere has acted upon the iron pyrites, freeing the sulphur and staining the quartz yellow, red, or brown, by oxide of iron. This is known as "gossan" or the "iron hat." Such quartz is frequently honeycombed and rotten. Below the water level these veins run to sulphides in which decomposition has not set in, and the gold contained in the quartz is no longer "free milling," i.e. will not give up its gold to mercury without a preliminary treatment. 


Certain minerals are likely to be found associated. Cassiterite goes with boron and tourmaline, topaz, fluor spar and lithia-mica; all containing fluorine. It is also found with wolfram, chlorite and arsenical pyrites. Magnetite is often accompanied by rocks containing garnet, epidote and hornblende. Zinc blend and galena may occupy the same vein, which is likely to be of baryta or heavy spar. Much galena carries silver. Gold is associated with many metallic sulphides such as iron, magnetic, and copper pyrites, mispickel, galena, blend, stibnite and tetrahedrite. Gypsum accompanies salt.
Surface indications may be described as: Form of ground, color, outcrop, decomposed and detached mineral, mineral deposits from springs, altered or peculiar vegetation and other similar guides. A hard quartz outcrop often stands up like a wall and is traceable for miles. The Rainbow silver bearing lode of Butte, Montana, stood 20 feet above the surface. Soft minerals, such as clay, are cut into and sunk below the surrounding level. Deposits of Kaolin or China clay are usually so found.
Any special bright coloration of the rocks of a district merits investigation. Copper gives green, blue, and red stains; iron, red or brown; manganese, black; lead, green, yellow or white; cobalt, pink; cinnabar or quicksilver, vermilion. The nickel deposits of New Caledonia were made known to the world by the explorer Garnier in 1863, his curiosity having been aroused by the delicate green coating given the rocks by an ore containing water, quartz, nickel and magnesium.
Hard beds of shale decompose on the surface into soft clay, and a still more noticeable change is the conversion of ores containing sulphur into oxides. This chemical change causes the gossan or "iron hat," for which token of underlying wealth the prospector should be eternally watchful. This alteration may extend downward four or five hundred feet from the surface, but in such cases the true weathering has ceased long before the limit of discoloration is reached, and the change of substance is due to the filtering of surface waters through the vein.
Gossan varies greatly in its nature. Galena becomes anglesite, cerussite, pyromorphite and mimetite. Copper pyrite changes into native copper, melaconite, cuprite, malachite, chessylite, or perhaps into a phosphate, arsenate, or silicate of the metal. Carbonate of manganese gives the black oxides and silver sulphide ores are, after weathering, known as native silver, kerargyrite and embolite.
The ore in the gossan is very generally more valuable than it will be below, and this is especially true of gold and silver ores. The gold having been set free from the close embrace in which the iron pyrite held it previous to the latter's oxidation, it is now readily caught by quicksilver. Silver under similar conditions becomes chloride, and likewise amalgamates without difficulty.
Seams containing native sulphur often show no trace of that element on the surface, having weathered into a soft, white, gray or yellowish-white granular, or pulverulent, variety of gypsum.
Veins of asbestos often decompose into a white powder found in the crevices of the rocks; fibrous asbestos existing in the interior.
Petroleum shows in an iridescent film upon still pools, and the odor is a sure guide to its nature.
A "dipping-needle" is valuable to the prospector on the lookout for iron ore; by its use he may discover masses of magnetic ore and trace their extent. As he carries the compass over the ground the needle dips toward any iron mass he approaches; directly over the ore it becomes vertical.

diumenge, 23 d’agost de 2015

DA VALORIZAÇÃO E DESVALORIZAÇÃO DO JORNALISMO PORTUGUEZ ...ARCHIVO PITTORESCO SEMANARIO ILLUSTRADO EDITORES PROPRIETARIOS, CASTRO IRMAO & C PREQO OE CADA VOLUME Em Lisboa É MAIS BARATO Àssignatura, em Lisboa 2:000 rs. — para ns provincias pelo correlo, 2:200 RÉIS. -— Brasil, Moeda fraca, 6:000 rs.~ numero avulso 50 rs.FICA MAIS BARATO EM 52 SEMANAS COMPRAR NÚMEROS AVULSOS pra limpar o cu de tempos a tempos PENSO EU DE QUE ...COM ESTA INFLAÇÃO TYPOGRAPHIA DE CASTRO IRMÀO, RUA DA BOA-VISTA, PALAGIO DO CONDE DE SAMPAIO MDCCCLXIV A MDCCCLXVIII ....NA DÉCADA DE 90 ATINGIU OS 40 CONTOS DE PREÇO E SUPEROU OS 90 CONTOS DE RÉIS NO FIM DO CAVAQUISMO A EXPO 98 DESVALORIZOU ESTE MONOLITO KULTUREAL o almirante Lanzarote Pessanba, o capitão de mar Affonso Furtado, e outros fidalgos de grande nome e reputaçãoo, cada um em seu navio, trajando os de Lisboa as córes dei-rei, e ostentando os do Porto as do infante D. Henrique. Os homens de armas e besteiros vestiam a libre dos senhores de quem seguiam as bandeiras; e os patrões, alcaides, arrais, marinheiros e remadores, de que se compunham as tripulações das galés, usavam as córes e divisas dei-rei e dos infantes. As naus, com o seu curto e alteroso casco, tombadilho e castello de ré multo elevados, e mastro de mesena pouco maior do que o mastro de uma lancba, incbadas de panno, pesadas e torpes de manobrar, navegavam barlaventeando, em quanto OS vasos de remo, mais leves, obedecendo ao esforço dos vintaneiros, curvados sobre os seus vinte e cinco Ou trinta bancos, cortavam o rolo das vagas, velozes como aves, enfunando as velas iatìnas, ou os bastardos, soltos ao sopro da brisa que refrescàra, comò se quizesse tambem ella proteger o formoso alardo do maior poder naval que Lisboa vira aìnda em suas aguas. As ancoras morderam a areia diante do Restello. As fainas da marinhagem terminaram. As velas encoiheram-se. E ao estrepito das multidóes e dos instrumentos succedeu o silencio e a quietaçào. As trevas cobriram o rio e a cidade. Nas praias desertas nem um vulto! A bordo das naus e galés apenas o vagaroso perpassar dos homens da ronda noctuma,

algumas palavras 
escreveremos para a primeira pagina d'oste setimo 
anno do Archivo Pittoresco, 

Bem comparado, oste uso dos prologos é comò 
quem se benze antes de começar alguma tarefa, para 
quo Deus a abençóe, e permitta que seja bem succedida até se concluir. 

E tanto assim, que nossos avós punham urna cruzinha no alto da pagina 
de qualquer escripto que faziam, 
como asseveraçào de que se tinham persignado. 

Como christào e portuguez, seguiremos està pratica,
 tanto mais que boa obra  a que hoje proseguimos, concorrendo
 com tao peritos escriptores para 
diffundir a instrucgào popular, pelas letras e pelas 
artes, trazendo à luz univorsal da estampa os feitos gloriosos
 
gloriosos mesmo
 dos nossos passados, e os monumentos da 
sua civilisagào, christandade e patriotismo. 

Archivo reconhece que a regeneração nacional 
dependo das doutrinas que engrandecem o presente, 
e nos hào de levar a melhor futuro

divendres, 21 d’agost de 2015

Passaareis grande perigo O que, transposto para ortografia e construção menos arre- vesada significa: para haverdes de nós perdão, ferieis passado grande perigo; isto é: dificilmente teríeis alcançado perdão de nós, se não fosse a razão de serdes, etc. (3). , Posteriormente, foi Gil Vicente que, no ario de Í526, no seu Templo cVApotto, o pós em boca de um embaixador, em replica ao porteiro do santuário que não o queria deixar en- trar, e por tamanha descortesia recebeu o título de majadero (em troca de iuensaje.ro ou mandadero), Majadero sois, amigo,— no mereceis culpa, no comquanto nHo tivesse responsabilidades*, por -cumprir ordens . para aver de nós perda; serdes mesageyro , amigo, que nom tendes CULPA Estudos sobre o romanceiro peninsular, romances velhos em Portugal"Pelo mar vai a vela vela vai pelo nu ir! Latão. Dizei algua cantadella! Namorai esta donzella! E e9ta cantiga direis: Canas do amor, cana-! canas do amor! Polo longo de hum rio Cana[v~\ial está florido. Canas do amor! Canta o Escudeiro o romance de Mal me quieren en Castilla] e diz. Vidal. Latão, ja o somno he comigo como oiço cantar guaiado que não vai esfandangado. Latão. E he o demo qu'eu digo Registando os vocábulos manhana, manhanita (2), magana, ventana, irmana, irmano, cristana, cristano (respectivamente Cristiano) (3), grana, granado, vénia, tenia, poner, tener, tiene, venir, venido, color, mala, relinchar (4), solia, volaba, paten- teio que se trata de formas provenientes de outras latinas com -n- intervocálico — ou (menos vezes) com -l — formas que em português moderno perderam uma sílaba, pela queda do -l-, ou do n (depois de transformado em resonância nasal, aderente á primeira vogal) e contração das vogaes em uma só (manhã, maçã, venta, irmã, irmão, cristã, cristão, gran grado vinha, tinha, pôr, ter, vir; cor, má, rinchar) (5). Essas mesmas palavras e outras de formação igual, prin- cipalmente as que acabam em -ão (de -anu) ou em -ães, -ões (-anes, -ones), antigamente com valor de duas sílabas, mas nesse estado pouco cantáveis, já haviam causado embaraços aos trovadores galego-portugueses. Por isso muitos servi- ram-se, na letra cantada e bailada de cantos de romaria

entre vuesa señoria, 
que bien larga esta la plancha, 
y partamos con de dia. 
Cantaremos á porfia 
Los hijos de Dona (sic) Sancha
 
 Outros, em cada teatro 
por oficio lhe[s] ouvires 
que se mataran con três 
y lo mismo harán con cuatro. 
Prezam- se-de dar repostas 
com palavras bem-compostas; 
mas se lhes meteis a mão, 
na paz mostram coração, 
na guerra mostram as costas, 
porque... aqui torce a porca o rabo
 
 Ó de casa! 

Ó da rua! 
Quem está ahi? 

E Marquesa. 
Não! senão «minha duquesa», 
rosto em mim «d'espada nua», 
e «limão» de gentileza. 
Ha lá mais d'essa linguagem? 
Boa sombra e casa chea, 
meu tronco, minha cadea, 
meu livro de carceragem, 
minha toda, minha estrea! 
Ha mais? 

Minha relação, 
meu feito, minha audiência, 
meu libelo, minha aução, 
minha réprica, meu não, 
meu sim, minha consequência! 
Ora três vale: meu sebolo, (sic) 
meu marmanjo chocalheiro! 
meu basbaque meu João tolo, 
meu sem-nem-um-miolo 
meu madraço de sequeiro! 
Quatro vale: minha Alfama! 
meu passeava-se el rei mouro! 
meu Orlando, minha trama, 
que me lanças com tão(?) dama 
por capa em cornos de touro 

divendres, 14 d’agost de 2015

SERMÃO DO DEMÔNIO MUDO E como este apetite de bem parecer, herdado de tão longe, e esta inclinação e estimação, fundada nos ornatos de uma caveira e no esquecimento dela, é tão natural e tão própria do gênero feminino, e ainda na adulação do amor-próprio mais enganado, não há gentileza tão perfeita, que não tenha que emendar, nem tão inteira, que não tenha que suprir, nem tão sã, que não tenha que curar, de que o espelho é o médico: esta é a razão, ou sem-razão da dificuldade e resistência, com que nos mesmos claustros religiosos, e entre as mesmas que professam o desprezo dos olhos humanos, sejam tão raras dentro das suas quatro paredes as que deixem despegar e sair delas o espelho........A origem dos espelhos segundo Sêneca, Platão e Sócrates. Se o espelho, desde sua origem, não foi obra humana, senão divina, não é agravo e afronta, sobre impropriedade grande, comparar o espelho ao demônio? De que modo de um espelho, não artificial ou fingido, senão natural e verdadeiro, e de uma formosura também natural e verdadeira, que nele se viu, nasceram todos os demônios quantos depois de serem anjos ardem no inferno. À palavra ejiciens segue-se daemonium. E chamar demônio ao espelho parece que não só é fazer injúria à arte, senão à mesma natureza. O espelho, depois de muitos anos - quando já o mundo não tinha muito que ver em si, senão muito que aborrecer - foi invento artificial e humano. Porém, na sua primeira origem já tinha sido o espelho obra da natureza, e do soberano autor dela, As estrelas são espelhos do sol; os rios são espelhos das árvores; uma fonte, que não devera, foi o espelho fatal de Narciso; e o mesmo mar, espelho daquele rústico presumido, que dizia: Nuper me in littore vidi, cum placidum ventis staret mare[5]. - Sêneca, com toda a severidade estóica, diz que os espelhos - em que os primeiros homens encontravam com a sua imagem em qualquer pedra lisa - foram ordenados desde seu princípio pela natureza, como mãe e mestra dos bons costumes, para que o moço, que nasceu bem afigurado, vendo no espelho a sua gentileza, a não afeiasse com os vícios; e o que nasceu feio, suprisse e emendasse aquele defeito com a formosura das virtudes. Do mesmo modo, para que o mancebo, vendo-se robusto e forte, empregasse as suas forças em honestos e honrosos trabalhos, e o velho, considerando as suas cãs, as não afrontasse com ação indigna delas, antes, reconhecendo os poucos dias que lhe podiam restar de vida, os perpetuasse com exemplos merecedores da imortalidade. Esta mesma doutrina tinha sido a de Platão e Sócrates, em cujas escolas estavam colocados espelhos, para que a eles se vissem e compusessem os discípulos das virtudes que nelas se ensinavam. Pois, se o espelho desde sua origem não foi obra humana, senão divina; se o fim deste instrumento natural foi para que o homem, criado à imagem de Deus, vendo a sua no espelho, a procurasse conformar com a perfeição e soberania de tão alto original; não é agravo e afronta, sobre impropriedade grande, comparar o espelho ao demônio, e chamar-lhe demônio? Não, porque desde sua mesma origem não há duas coisas que Deus criasse mais parecidas e semelhantes que o demônio e o espelho. O demônio primeiro foi anjo, e depois demônio; o espelho primeiro foi instrumento do conhecimento próprio, e depois do amor-próprio, que é a raiz de todos os vícios. E para que se veja quão alheio de agravo nem encarecimento é o nome de demônio que dei ao espelho, ouçam todos com assombro o que agora hei de dizer. E é, que de um espelho não artificial ou fingido, senão natural e verdadeiro, e de uma formosura também natural e verdadeira que nele se viu, nasceram todos os demônios, quantos depois de serem anjos ardem no inferno. Os espelhos em que se vêem os anjos - e o mesmo se entende das nossas almas - não são compostos de vidro e aço, ou de outra matéria corpórea, senão espirituais como os mesmos anjos, os quais, nos atos do próprio entendimento, como em espelhos naturais e claríssimos, se vêem a si, e as expressas imagens de si mesmos. Em Deus, que é o supremo espírito, e exemplar de todos, temos o melhor e mais qualificado exemplo. Deus Padre, desde o princípio sem princípio, de sua eternidade, produziu e está sempre produzindo, por ato de entendimento o Verbo divino, e o mesmo Verbo é um espelho de candidíssima luz, e sem mácula, no qual vê Deus a sua essência, a sua majestade, a sua grandeza infinita, e todos seus atributos: Candor est enim lucis aeternae, et speculum sine macula Dei majestatis, et imago bonitatis illius[6], - Assim o diz o Espírito Santo no livro da Sabedoria; e assim, por seu modo, se vêem os anjos a si mesmos, não fora, senão dentro de si, no espelho natural, e imagem expressíssima do próprio entendimento. Isto posto, tanto que foi criado o maior e mais excelente de todos os espíritos angélicos, Lúcifer, viu-se neste seu espelho mental, e, contemplando nele a sua formosura, maior sem controvérsia que a de todos os anjos, ficou tão namorado e elevado da mesma vista: Elevatum est cor tuum in decore tuo[7] - que não se contentou com menos que ser como Deus: In caelum conscendam, super astra Dei exaltabo solium meum; sedebo in monte testamenti, ascendam super altitudinem nubium, similis ero Altissimo[8]. - E que se seguiu daqui? O mesmo que ao homem, quando quis ser como Deus: In quocumque die comederitis, aperientur oculi vestri, et eritis sicut dii[9]. - Note-se com muito grande atenção, esta paridade. O homem, querendo ser mais do que era, perdeu o que era: quis ser como Deus, e perdeu a dignidade de homem, ficando semelhante aos brutos: Homo, cum in honore esset, comparatus est jumentis, et similis factus est illis[10]. E Lúcifer do mesmo modo, querendo ser como Deus, perdeu a dignidade de anjo, e em sinal de ficar também como bruto, lhe nasceu logo uma cauda tão grande, que arrastou e derrubou com ela a terceira parte de todas as jerarquias angélicas: Et cauda ejus trahebat tertiam partem stellarum caeli, et misit eas in terram[11]. - De sorte, como dizia, que, vendo Lúcifer a sua formosura natural e verdadeira em um espelho também natural e verdadeiro, deste espelho e desta vista, como de pai e de mãe, nasceram todos os demônios, quantos com o mesmo Lúcifer ardem no inferno. A certo demônio perguntou Cristo uma vez como se chamava, e ele respondeu: Legio, quia multi sumus (Mc. 5, 9): Que se chamava legião, porque não era um só demônio, senão muitos mil. - E se ao espelho, por ser em Lúcifer origem de todos os demônios, se podia dar o nome de todos, bem se segue quão curto lhe vem o de um só demônio: Erat ejiciens daemonium. No Convento de Odivellas, Religiosas do Patriarca S. Bernardo. Ano de 1651 Erat Jesus ejiciens daemonium, et illud erat mutum[1]. §I O demônio com bramidos de S. Pedro, e o demônio mudo de S. Lucas. Os ouvintes a quem o demônio tragou, deixando as orelhas de fora. Vigiai, e estai alerta - diz o apóstolo S. Pedro - porque o demônio, vosso inimigo, como leão bramindo, cerca e anda buscando a quem tragar: Sobrii estote et vigilate, quia adversarius vester diabolus, tanquam leo rugiens, circuit, quaerens quem devoret (1 Pdr. 5, 8). - Necessária e temerosa advertência é esta; mas muito mais necessária e muito mais temerosa a de que hoje nos avisa o Evangelho. Por quê? Porque o demônio, de que nos manda acautelar S, Pedro, é demônio com bramidos: Tanquam leo rugiens - e o demônio de que fala o Evangelho é demônio mudo: Erat Jesus ejiciens daemonium, et illud erat mutum. - Se o demônio vem bramindo, os mesmos bramidos dão rebate do perigo, e ninguém haverá tão descuidado, ainda que esteja dormindo, que não esperte assombrado, e se acautele; porém, se o demônio vem mudo, debaixo do mesmo silêncio, em que se esconde o perigo, descansa e adormece o cuidado. O demônio sempre é inimigo: Adversarius vester diabolus - mas quando vem bramindo, vem como inimigo declarado; quando vem mudo, vem como inimigo oculto; e muito mais para temer é o inimigo oculto e dissimulado que descoberto. Quando o exército contrário, com as bandeiras estendidas, ao som de caixas e trombetas se vem avançando aos muros, não são necessárias vigias; mas quando de noite vem marchando à surda, com todos os instrumentos bélicos em silêncio, então é necessário que as sentinelas estejam com os olhos muito abertos. Quando o demônio vem como leão bramindo, avisa-me o leão, e avisa-me S. Pedro; mas quando ele vem mudo, nem o leão nem S. Pedro me pode avisar. Enfim, a diferença do demônio - como leão, e bramindo - ao mesmo demônio - como demônio, e mudo - até aos mesmos sentidos é manifesta: como leão vê-se, e como bramindo ouve-se; porém, como demônio, que é invisível, não se pode ver, e como mudo, que não fala, não se pode ouvir. Este é o demônio que Cristo hoje lançou fora, e este o milagre que muitas vezes repete por meio dos pregadores, se o estado já incapaz dos ouvintes o não impede. Quando o leão levava algum cordeiro do rebanho de Davi, se não estava ainda tragado e engolido de todo, e lhe ficavam as orelhas de fora, pelas mesmas orelhas o tornava ele a tirar da garganta do leão. É o que diz o profeta Amós, que também foi pastor: Quomodo si eruat pastor de ore leonis extremum auriculae[2]. - Eu não duvido que possa haver neste auditório alguns a quem tragasse o demônio, porque ele não bramiu, nem eles o ouviram. Se também lhe tragou as orelhas, não lhe vejo remédio; mas, se ainda lhe ficaram de fora, por elas, e pelos ouvidos, se poderão livrar, se ouvirem com a atenção que pede tão grave matéria: Ave Maria. §II Os cercos do demônio mudo. O demônio mudo e os claustros das religiosas. Que meios tomou o supremo e vigilantíssimo pastor Inocêncio X, para conservar o estado de perfeição e pureza das virgens consagradas a Deus? A resposta do visitador dos conventos a Sua Santidade. Argumento do sermão: O espelho, diabo mudo dos conventos e celas das religiosas. O grande patriarca S. Bernardo, que, sendo entre os outros doutores sagrados tão eminente, neste lugar é o maior, expondo o texto de S. Pedro, diz que dava graças ao grande Leão da tribo de Judá, Cristo, Senhor nosso, porque, permitindo o bramir ao leão do inferno, não lhe permitia o ferir: Gratias magno ille leoni de tribu Juda: rugire iste potest, ferire non potest. - E por que não pode ferir, se pode bramir? Por isso mesmo. Quando o leão vem bramindo, na mesma boca, em que traz o perigo, traz juntamente o remédio. Os seus bramidos nos livram dos seus dentes, e as suas ameaças das suas garras. Mas se ele, que, assim como pode bramir, pode não bramir, se vier mudo, que será? Aqui há de bater o nosso ponto. Vai por diante o texto, e diz que não só vem bramindo, senão cercando: Rugiens circuit, quaerens quem devoret. - E, posto que estes cercos do demônio não darão muito cuidado a S. Bernardo, porque os muros da sua Religião são muito altos, muito seguros e muito fortes, contudo, se o demônio despir a pele e o corpo de leão, pouca resistência lhe podem fazer os muros, E tal é o caso em que estamos. O demônio, como espírito, e como espírito soberbo, atrevido, e sem temor nem reverência dos lugares sagrados, entra pelos claustros religiosos, passeia os corredores e dormitórios, e por mais fechadas que estejam as celas, sem gazua, com ser ladrão, se mete e mora nelas muito de assento. Por sinal, senhoras, que muitas o deixastes na vossa cela, e o achareis lá quando tornardes. Ninguém se benza, porque esta verdade, posto que não seja fé católica, é romana. É a novidade que de lá trago, para que vos peço nova atenção. Sendo o estado das virgens consagradas a Deus a mais ilustre porção do rebanho de Cristo, como lhe chama S. Cipriano: Illustrior portio gregis Christi - que meio tomaria o supremo e vigilantíssimo pastor, Inocêncio X, que Deus guarde muitos anos, para conservar o mesmo estado em sua pureza e perfeição, e, onde estivesse descaído, o restituir a ela? Elegeu Sua Santidade em Roma um religioso de grande virtude e prudência, e mestre do espírito muito experimentado, ao qual encomendou que visitasse de secreto os conventos das religiosas, não só em comum, senão também nas celas ou aposentos particulares, e que procurasse de lhes tirar - não por violência, mas com a suavidade de santas exortações - tudo o que julgasse menos decente à fé e único amor que devem a seu divino Esposo. Fê-lo assim o visitador, com o zelo que dele se esperava, e, depois de alguns meses, dando conta ao mesmo Sumo Pontífice da sua missão, disse que vinha muito edificado do que achara, mas não de todo contente. Edificado, porque achara tantas penitências, tantos jejuns, tantas disciplinas e cilícios, e tantas orações e devoções, que lhe fora necessário moderar o excesso, e ir à mão a tão demasiados fervores. Edificado também, porque, havendo nos ditos aposentos algumas alfaias, ou peças de maior preço e curiosidade, do que permite a pobreza e simplicidade religiosa, todas, posto que com alguma repugnância, as fizera despedir, e aplicar a melhores usos, exceto somente uma. E porque esta a não pudera arrancar das paredes, e muito menos dos afetos, senão em muito raras daquelas monjas, por isso não estava totalmente satisfeito da sua diligência. Então perguntou Sua Santidade que alfaia ou que peça era aquela. Ao que respondeu o visitador que o espelho. - O espelho? - Beatíssimo Padre, sim, E a razão do meu descontentamento é porque tenho alcançado por larga experiência, que enquanto uma religiosa se quer ver ao espelho, não tem acabado de entregar todo o coração ao Esposo do céu, e ainda lhe ficam nele alguns ressábios do amor e vaidade do mundo. Tal foi a resposta do visitador daqueles conventos, ouvida não menos que da boca de Sua Santidade. E coar esta tão autêntica e bem fundada notícia, fiquei eu persuadido a uma coisa, e me resolvi a outra. A primeira a que fiquei persuadido, com boa vênia de tão venerável comunidade, é que nos conventos e celas das religiosas o espelho é o diabo mudo, A segunda a que juntamente me resolvi, foi que, vindo a Portugal, havia de publicar e pregar este caso no primeiro lugar a que pudesse pertencer. Ele, pois, será hoje o argumento do meu discurso, e uma alegoria tão própria das palavras que propus no tema, como elas mostrarão. § III Se a virtude de Cristo tão facilmente lançava dos corpos os demônios, por que experimentou tanta resistência e dificuldade na expulsão do demônio mudo? Se os demônios mudos se lançam com orações e jejuns, às mesmas religiosas, que tanto oravam e jejuavam, por que repugnavam tanto a que se lhes tirasse da cela o espelho? Erat Jesus ejiciens daemonium, et illud erat mutum (Lc. 11, 14). - Diz o evangelista S. Lucas, que estava Cristo lançando do corpo de um endemoninhado um demônio que era mudo. E por que não diz que o lançou, ou que o lançara, senão que o estava lançando: Erat ejiciens? - Este reparo é de todos os expositores, os quais também respondem todos que aquele estar, ou aquela detença e tardança, significava a repugnância, a rebeldia, e a resistência e contumácia com que o demônio se não queria despegar daquele corpo, nem deixar-se arrancar dele. Mas isto mesmo tem nova dificuldade no Evangelho do mesmo S. Lucas. Diz este evangelista que quando Cristo lançava os demônios fora dos corpos, não era necessário que o Senhor lho mandasse com alguma palavra, mas bastava que o endemoninhado tocasse as vestiduras sagradas, para logo ficar livre: Qui vexabantur a spiritibus immundis, curabantur Et omnis turba quaerebat eum tangere: quia virtus de illo exibat, et sanabat omnes[3]. - Pois, se a virtude de Cristo tão facilmente lançava dos corpos os demônios, por que experimentou tanta resistência e dificuldade na expulsão deste demônio mudo? Porventura por ser mudo? Não, antes por ser mudo era conveniente que o lançasse por um tacto também mudo, e juntamente passivo, como aos demais. Apertemos a dúvida em todo o rigor. É certo que o demônio não podia resistir à virtude de Cristo, que era onipotente. E também é certo que as dificuldades e resistências do erat ejiciens eram afetadas pelo mesmo Cristo, para debaixo delas nos dar alguma importante doutrina. Que queria logo significar o Senhor naquele demônio mudo, e naquelas resistências? Antes da prova ninguém tenha a resposta por paradoxa. No demônio mudo queria o Senhor significar o espelho, e nas resistências a grande dificuldade, com que o espelho se lança fora. No mesmo exemplo de Roma, que acabo de referir, temos a prova, e muito mais encarecida. Quando Cristo, Senhor nosso, mandou aos seus discípulos pregar, deu-lhes juntamente poder sobre os demônios, para que os lançassem dos corpos. Com este poder lançavam fora indiferentemente todos os demônios, até que lhes trouxeram um, também mudo, como consta do Evangelho de S. Mateus, o qual, por mais exorcismos que lhe fizeram, era tão obstinado e rebelde, que de nenhum modo o puderam arrancar os apóstolos do corpo de que se tinha apoderado. Deram conta desta novidade ao divino Mestre, perguntando a causa dela, e o Senhor lhes respondeu que os demônios daquela casta não se lançavam fora, senão com oração e jejum: Hoc genes daemoniorum non ejicitur nisi in oratione et jejunio[4]. - Ao nosso ponto agora. Naquelas devotas religiosas de Roma, que deram motivo ao nosso discurso, não ouvimos que eram tão contínuas as orações e os jejuns, que foi necessário moderar-lhes o excesso destes santos exercícios? Sim. Pois, se os demônios mudos se lançam com orações e jejuns, as mesmas que tanto oravam e jejuavam, por que repugnavam tanto a que se lhes tirasse da cela o espelho? Porque o espelho é um demônio mudo, de pior casta que os outros demônios mudos: os outros lançam-se com orações e jejuns: In oratione et jejunio - porém, estes são muito mais rebeldes e obstinados. Estão tão pegados à parede, e muito mais ao coração, que orará e jejuará a dona da casa quanto quiserdes, e muito mais do que quiserdes, mas o espelho não há de ir fora. Depois, e mais em seu lugar, declararemos a razão ou sem-razão desta dificuldade; agora vamos seguindo o texto, e tirando as dúvidas, ou os escrúpulos que pode ter a nossa alegoria.VÀRIAMENTE PINTARAM OS ANTIGOS O QUE ELES CHAMAVAM DE FORTUNA ...UNS LHE PUSERAM A MÃO NO MUNDO OUTROS UMA CORNUCÓPIA MUITO MAL COPIADA OUTROS UM LEME ...OUTROS A FORMARAM DE OURO OUTROS DE VIDRO E ALGUNS DE FERRO DE GOUVEIA TERRA FRIA E MÁ CHEIA DE LABREGOS E DE MORGADOS TODOS A FIZERAM CEGA TODOS COM FIGURA DE MULHER TODOS COM ASAS NOS PÉS E OS PÉS SOBRE UMA RODA ...EM MUITAS COUSAS ERRARAM COMO GENTIOS NOUTRAS ACERTARAM COMO GENTE EXPERIMENTADA E PRUDENTE ...ERRARAM NO NOME DE FORTUNA QUE SIGNIFICA CASO OU FADO...ERRARAM NA CEGUEIRA DOS OLHOS ERRARAM NAS INSÍGNIAS E PODERES DAS MÃOS PORQUE O GOVERNO DO MUNDO NO LEME TECNOCRÁTICO E A DISTRIBUIÇÃO DE TODAS AS COUSAS PERTENCE SÒMENTE À PROVIDÊNCIA DIVINA E AO ESPÍRITO SANTO ...O QUAL NÃO CEGAMENTE MAS COM PERSPICÁCIA NA SUA SABEDORIA DÁ FERRO AOS FEROS DE GOUVEIA E DÁ OURO AOS BUDAS SAGRADOS E CARECAS

A eloqüência e retórica do espelho. O espelho, pregoeiro mudo. De que modo nos tenta o demônio mudo, se o não vemos nem ouvimos? A visão beatífica, espelho voluntário de Deus, e o espelho em que se transformou o demÓnio.

Só resta a última e principal diferença de mudo: Et illud erat mutum. não é necessária outra prova mais certa e mais evidente que a mesma experiência dos que se vêem, e muito mais das que se vêem ao espelho. Não há eloqüência, nem retórica com todas suas figuras, que mais diga, que mais persuada, e que mais deleite, que aquele lisonjeiro mudo. Mudo adula, mudo encarece, mudo atrai, mudo afeiçoa, mudo enfeitiça, mudo engana, mudo mente e desmente juntamente, negando o que é, e fingindo o que agrada. Nono, poeta antigo, e tão erudito nas línguas como nos silêncios, chamou ao espelho pregoeiro mudo: Tacito praecone speculo imagini credebat puella suae pulchritudinis: e diz discretissimamente que uma donzela que se viu no espelho, pregoeiro mudo, não cria da sua formosura o que ela via, senão o que ele apregoava. - São os mistérios do espelho como os da fé, em que uma coisa é a que se vê, e outra a que se crê: Vê-se o que concedeu a natureza mais ou menos avara; e crê-se em fé do amor, ou desejo próprio, não o que retrata o espelho, senão o que representa a imaginação: Imagini credebat pulchritudinis suae. Formosura apregoada não está muito longe de vendida. Diga-o a de Sara, quando as vozes do pregão chegaram aos ouvidos de Faraó. Se Deus não acudira pela honra de Abraão, já ele de antemão tinha recebido boa parte da paga: Fueruntque ei oves, et boves, et servi, et famulae, etc.

Para este juízo falso e mudo concorre com o espelho uma testemunha também falsa e muda, que é a formosura. Com este sobrenome tão pouco ameno, a censurou Teofrasto, referido por Laércio na vida de Aristóteles: Pulchritudinem esse silentem fraudem: que a formosura é um engano e uma mentira muda. De sorte que deste mudo e desta muda se representa no teatro do espelho um diálogo, que se ouve sem voz, tão aparente à vista, tão pintado ao desejo, e que tanto persuade, engana e tenta como o mesmo demônio. Aqui está a propriedade do demônio e mudo. O demônio tentou a Cristo falando; a nós tenta-nos mudo e sem dizer palavra. Mas de que modo, se o não vemos nem ouvimos? Ouçam agora esta filosofia os que a não sabem, posto que todos a experimentam.

Dentro da nossa fantasia, ou potência imaginativa, que reside no cérebro, estão guardadas, como em tesouro secreto, as imagens de todas as coisas que nos entraram pelos sentidos, a que os filósofos chamam espécies. E assim como nós das letras do A B C, que são somente vinte e duas, trocando-as e ajuntando-as variamente, escrevemos e damos a entender o que queremos, assim o demônio, daquelas espécies, que são infinitas, ordenando-as e compondo-as como mais lhe serve, pinta e representa interiormente à nossa imaginação o que mais pode inclinar, afeiçoar e atrair o apetite. E deste modo mudamente nos tenta, mudamente nos persuade, e mudamente nos engana. Isto mesmo é o que passa entre a vista e o espelho, e tanto mais viva e enganosamente, quanto é maior o desejo de bem parecer. Saem as espécies direitamente do rosto ao espelho, e, recebidas no vidro, e rebatidas do aço, tornam reflexamente aos olhos; e nesta ida e volta, ambas mudas e em silêncio, por engano do amor-próprio, se pinta ou despinta de tal sorte o mesmo objeto, que mais parece milagre da transfiguração que ilusão da vista.

Diz S. Paulo que o demônio algumas vezes se transfigurou em anjo de luz: Ipse enim Satanas transfigurat se in angelum lucis (2 Cor. 11, 14). E estas são as transfigurações que cada dia faz o diabo mudo. Vê-se talvez ao espelho uma figura só por sua antiguidade venerável; e quando aos que a vêem de fora lhes parece aquela cara pouco menos feia que um demônio, ela, depois que se viu, sai tão transfigurada, que na confiança e estimação da própria beleza, só lhe faltam as asas para cuidar que é um anjo. Assim o cuida, porque assim se viu; e assim se viu, porque assim se quis ver, como se o espelho não fora espelho do rosto, senão da vontade. À visão beatífica, com que os bem-aventurados vêem a Deus, chamam sabiamente os teólogos: Speculum voluntarium: espelho voluntário. E o demônio que, como bugio de Deus, diz S. Gregório Nazianzeno, em tudo o arremeda transformando-se no espelho, o fez muito mais voluntário do que é Deus na visão dos bem-aventurados. Deus na visão beatífica é espelho voluntário, porque só se vê nele e dele o que quer Deus, que é o espelho. E o espelho, em que se transformou demônio, é muito mais voluntário, porque se vê nele à medida e ao arbítrio da própria vontade, não o que quer, ou representa o espelho, senão o que quer, e como quer quem se vê. Só não pode fazer o demônio que as que se vêem ao espelho comoquerem, sejam vistas também como querem; mas isto se supre com as receitas que se vão buscar à botica, que no mesmo espelho ensina por acenos o mesmo diabo mudo



QUANTUMQUE ADCEDIT AD ANNOS 


FIT MINOR 



A FORMOSURA DIZ ELE


 É UM BEM FRÁGIL


 E QUANTO MAIS SE


 VAI CHEGANDO AOS ANOS 


MAIS ELA DIMINUI E SE DESFAZ 


FAZENDO-SE MENOR


Seja exemplo desta lastimosa fragilidade Helena, aquela famosa e formosa grega, filha de Tíndaro, rei de Lacônia, por cujo roubo foi destruída Tróia. Durou a guerra dez anos, e, ao passo que ia durando e crescendo a guerra, se ia juntamente com os anos diminuindo a causa dela. Era a causa a formosura de Helena, flor enfim da terra, e cada ano cortada com o arado do tempo; estava já tão murcha, e a mesma Helena tão outra, que, vendo-se ao espelho, pelos olhos, que já não tinham a antiga viveza, lhe corriam as lágrimas, e não achando a causa por que duas vezes fora roubada, ao mesmo espelho, e a si perguntava por ela:

Flet quoque, ut in speculo rugas conspexit aniles
Tindaris, et secum cur sit bis rapta requirit.

Que coisa é a formosura, senão uma caveira bem vestida, a que a menor enfermidade tira a cor, e antes de a morte a despir de todo, os anos lhe vão mortificando a graça daquela exterior e aparente superfície, de tal sorte que, se os olhos pudessem penetrar o interior dela, o não poderiam ver sem horror? Louvando Salomão a formosura da alma santa em corpo, diz que o vermelho das suas faces era como uma romã partida: Sicut fragmen mali punici, ita genae tuae[30] - e, deixando de notar que - o que naquelas faces era vermelho, em outras é vermelhão - acrescenta o mais sábio dos homens sabiamente: Absque eo quod intrinsecus latet: que aquele gabo se entendia sem o que as mesmas faces encobrem por dentro. Aqui pudera o espelho fazer um bem grande e pouco vistoso reparo, que S. Bernardo pondera com todos os debruns da sua fealdade.

Mas, como estes interiores estão fora da esfera jurisdição do espelho, não é o seu intento, nem o meu, desacreditar a formosura, nem a estimação ou desejo dela. Antes, para acabar sem agravo ainda dos olhos mais apaixonados, e sem variar nem dizer nada do que fica dito, digo por fim, e exorto a todas as fiéis esposas de Cristo que, para agradar a seu divino Esposo, amem, desejem e procurem com todo o afeto conservar e aumentar a formosura, mas não a frágil, senão a constante; não a que descompõe a enfermidade, senão a de que se compõe a saúde; não a que diminuem os anos, senão a que dura mais que os séculos; não a que é despojo do tempo, senão a que há de triunfar na eternidade. E há ou pode haver espelhos a que se veja e componha esta formosura? Sim, também. Mas não aquele que os pontífices procuram tirar das celas, senão o que eles canonizam, e nos faz bem-aventurados no céu. É um espelho de tão diferente artifício que, olhando para ele, não nos veremos semelhantes a nós, mas ele só com a sua vista nos fará semelhantes a si. Isto é o que já nos referiu com autoridade de fé o gloriosíssimo pai desta sagrada comunidade, São Bernardo: Similes ei erimus, quoniam videbimus eum sicuti est: Seremos semelhantes a Deus, porque veremos a Deus como ele é. Fiquem agora considerando os olhos mais cegos, se se deve deixar um espelho, que é o demônio, por um espelho que é Deus.






Quando Lúcifer disse: Similis ero Altissimojulgaram muitos doutores, principalmente antigos, que nesta semelhança com Deus - que é o sicut dii afetara Lúcifer a divindade; porém, muitos outros intérpretes, não menos doutos, que vieram depois, não por serem mais amigos do demônio, senão porque ao mesmo demônio se deve fazer justiça, quando ele a tiver - têm para si, que um espírito de tão sublime entendimento não podia cair em uma ignorância tão evidente, e em um erro tão crasso, senão em outro mais natural e mais próprio da formosura, em que também podem ser cúmplices os nossos espelhos. E qual foi? Foi que, vendo Lúcifer sua extremada formosura, ficou tão satisfeito dela que, renunciando a vista de Deus, não quis outra mais que a sua.

dimecres, 12 d’agost de 2015

AIRES DA SILVA sucedeu a seu pai no senhorio de Vagos, na alcaidaria mor de Montemor o Velho e no ofício de camareiro mor no qual serviu a D. João II, ainda em príncipe, desde 8 de Setembro de 1475, como consta de um documento acima citado, até 25 de Outubro de 1495, dia da morte dei Rei, que nele depositou inteira confiança, encarregando-o de mis- sões difíceis e importantes. Uma delas foi em 1489 a de capitão da armada de socorro à Graciosa D. João III; tentou conseguir que D. Miguel da Silva regressasse ao reino; promessas, ameaças, manejos diplomáticos na Cúria, tudo pôs em prática, sem nada conseguir. Chegou finalmente o dia 2 de Dezembro de 1541 e Paulo III, não só publicou a promoção que fizera a car- dial do Bispo de Viseu, como anunciou a sua elevação por uma bula expedida a D. João III. Então o ódio, o rancor, a tendência para a perseguição deste antipático personagem não conheceram limites. Por carta de 23 de Janeiro de 1642 desnaturalizou D. Miguel da Silva e privou-o de todas as honras, privilégios, benefícios, etc. Isto no reino; em Roma tratou de lançar mão de todos os meios a fim de conseguir o castigo do prelado, rebelde na sua opinião. Servia-se, não só dos seus agentes, mas até suplicava de seu cunhado Carlos V ....o tempo da mocidade dei Rei, em que por sua grande linhagem e discrição lhe fora dado como aio, o tem muito servido, com tanto amor, bom conselho e lealdade, quanto em algum muito fiel amigo e bom servidor se possa achar, isto não só nos reinos de Castela, onde el Rei andara por cumprir à paz e socêgo destes reinos de Portugal, como, depois que a eles tornou até agora, na governança da sua casa e terras e nas coisas que neste meio tempo vieram que à pessoa e estado de D. Manuel tocavam. Com idênticas expressões e por carta do dia seguinte, 6 de Fevereiro de 1498, fez-lhe el Rei doação de juro e herdade das mesmas vilas de Celorico, Gouveia, S. Romão e outras (i). Ainda, usando das mesmas expressões, fez-lhe doação, também de juro e herdade, por carta de 3o de Março de 1498, da dizima nova do pescado de S. João da Foz e Matosinhos Brasões c) Artigos de índole histórica, genealógica e arqueológica, pro- priamente tal, assinados por extenso. Uma novidade, verdadeiramente digna de apreço, apresenta esta publicação, única no seu género em Portugal. Por ela devem todos os leitores do Archivo Histórico Portuguei ser gratos ao Sr. Anselmo Braamcamp Freire. Os índices que acompanham cada volume são obra valiosíssima sua, e tanto honram a exemplar paciência do seu metódico organizador, quanto realce prestam a cada um dos de\^ volumes já publicados, não só pela manifesta utilidade que realmente têm, e os leitores milhares de vezes terão apreciado, mas pela per- feição com que têm sido executados. Eis a nota dos artigos devidos à pena do Sr. Braamcamp Freire, compreendidos no vol. I- Brasões da Sala de Cintra. Colecção de 44 números do Diário lUustrado, desde o n.» 4:160, de 28 de No- vembro de 1884, até o n.° 4:35o, de 9 de Junho de i885, compreendendo 27 artigos, dos quais os 20 primeiros, incluindo 3 que apenas haviam sido apontados, foram de novo impressos, muito ampliados e corrigidos, no Livro primeiro e Livro segundo dos Brasões da Sala de Cintra, como adiante se nota. 4) Falsidades genealógicas.Almeidas * 817 Impõe, além de certas obrigações de missas ditas na igreja da -Graça, ouso do apelido de Almeida aos administradores, que serão sempre desta linhagem; e a exclusão das fêmeas, havendo varões, e a dos bastardos. D. Maior de Almeida casou com D. Pedro de Meneses, e em 1602 residia na sua quinta de Paiã(i); porém em 1618 já tinha morrido sem deixar filhos

 Acerca 
da suposta autoria do referido Nobiliário veja-se, 
não só a Introdução de 
Alexandre Herculano anteposta à publicação
 dos Livros de linhagens, mas 
também o por mim ponderado ao apontar 
o modo confuso como no NobiLArio 
se trata dos dois filhos de Pedro Eanes de Portel,
 ambos de nome João 
Peres, os quais, na sua qualidade de cunhados 
do Conde D. Pedro, teriam, 
se ele fosse o autor do livro, 
de ficar nele bem identificados 
e não em perfeita confusão . 
Provado pois que a designação de Conde D. Pedro 
acrescentada ao Nobiliário não indica
 por forma nenhuma haver êle sido o seu 
autor e nem talvez seu colaborador,
 segundo se me afigura, levando mais 
longe as afirmações de Herculano,
 não podemos pois restringir as notícias no 
códice lançadas ao tempo da vida 
do seu presumido autor. Este era já finado 
em Julho de 1354 e no códice existem, 
como mostrou Herculano, referências 
a sucessos posteriores. 
A verdade é que o Nobiliário constituía uma espécie 
de registo da nobreza d'então e nele. 
iam lançando diferentes pessoas indicações 
ocorrentes das quais tinham, conhecimento.
 Posto isto, e para me guiar 
no complicado labirinto das gerações dos Silvas, 
na segunda metade do século xiv
 e primeira do século xv, porei aqui 
em frente uma árvore genealógica 
tirada do referido Nobiliário, mencionando 
nela apenas as pessoas de 
quem se derivaram ramos da família. 
 
 Serviu 
no cerco segundo de Arzila, na tomada de Azamor, 
e na batalha de Sexta Feira de Endoenças, 
também chamada dos Alcaides, 
em 14 de Abril de 1514, 
junto de Arzila, ocasiões em que praticou notáveis 
feitos, mostrando por eles 
ser o chefe da nobre, 
antiga e esforçada geração dos Silvas
Assim se 
expressa o seu epitáfio no qual se acrescenta 
haver servido durante quarenta 
anos, muito a contento de Deus, 
de três reis e do povo, o ofício de regedor

METHODOS DE FABRICO DE PASTA DE MADEIRA E PAPEL. Têm sido emprehendidos e continuam em differentes direcções os estudos sobre a utilisação dos desperdícios na industria da pasta de madeira e papel. Por exemplo, ja se estabeleceram os methodos de transformar em pasta de madeira os desperdícios das serrarias taes como sarrafos, etc. () uso de uma certa percentagem de cascas taninosas depois de lavadas no fabrico de coberturas de telhados tem sido assumpto de investigações tendo-se encontrado um meio de utilizar os resíduos da industria do tanino em um producto de valor commercial. Também ja se chegou a demonstrar a possibilidade de usar os desperdícios das cascas de cicuta para a extracção do tanino. Têm-se feito estudos sobre collas animaes taes como as que se fabricam com pelles, ossos e outros productos por causa do fabrico dos entalhes; tendo-se ao mesmo tempo estabelecido methodos uniformes de ensaios. Escolheu-se uma colla padrão destinada ás peças dos aeroplanos e ás juntas que requerem cuidado esmerado encontrando-se as amostras da dita colla á disposição dos fabricantes e dos consumidores. Esta colla foi adoptada pelas Directorias de navegação aérea do exercito e da marinha. O aperfeiçoamento de collas á prova de agua de vários tvpos, incluindo as collas de caseina e de albumina de sangue tem progredido nestes últimos annos e hoje ja existe um grande numero de collas de boa qua- lidade. Continua-se comtudo a fazer ensaios e experiências com o fim de melhorar estas collas cada vez mais especialmente no que diz respeito á sua resistência contra a humidade. METHODO DE FABRICO DE PAPEL ..DA RECICLAGEM DOS LIVROS E DOS LIVROS DE RECICLAGEM LABORATÓRIO DE PRODUGTOS FLORESTAES RELATÓRIO PREPARADO PARA A COMMISSlO DOS ESTADOS LNIDOS DE AMERICA PARA A EXPOSIÇÃO DO CENTENÁRIO DO BRASIL Para Distribuição na Exposição do Centenário do Brasil 1922-1923 WASHINGTON IMPRENSA NACIONAL 1922 MINISTÉRIO DE AGRICULTURA LABORATÓRIO DE PRODUCTOS FLORESTAES V Supplementa o Material Exposto pelo SERVIÇO FLORESTAL DOS ESTADOS UNIDOS na EXPOSIÇÃO DO CENTENÁRIO DO BRASIL Rio de Janeiro, Brasil 1922-1923 V Por HERBERT A. SMITH Serriço Florestal dos Estados Unidos O fim do Serviço Florestal ao administrar o Laboratório de Productos Florestaes é o da conservação das florestas americanas empregando os methodos mais económicos em converter as arvores em productos aca- bados. Também tem por fim fazer com que a exploração florestal seja mais lucrativa augmentando a possibilidade que ha em utilizar melhor tanto as espécies usadas como as não usadas. O Laboratório está tratando de desenvolver não só novos processos e mais efficazes, mas também de encontrar meios de utilizar o material que de outro modo seria desperdiçado, de encontrar novos empregos para materiaes velhos e novos materiaes para usos antigos. Em uma palavra o fim é o de prestar serviço pratico aos fabricantes e consumidores de madeira e de productos flofestaes e ao mesmo tempo de promover a conservação das florestas e a pratica de silvicultura. Cada uma das industrias americanas e cada classe de consumidores que usam ou produzem madeira ou qualquer outro producto florestal podem tornar-se beneficiários dos trabalhos executados no Laboratório. Cada uma das taes industrias, classe de consumidores, e productores de madeira, são verdadeiros cooperadores no trabalho do Laboratório. Os seus objectivos são investigados não somente por meio de experiências effectuadas no Laboratório, mas também pelos detalhes dos trabalhos resolvidos pelos seus homens em trabalhos importantes nas fabricas e officinas e na recepção de representantes dos interesses industriaes que vão ao Laboratório trabalhar ao lado do pessoal scientifico. MECHANICA DA MADEIRA. E essencial ter um conhecimento das propriedades mechanicas da madeira e dos productos florestaes para os empregar com intelligencia e economia tanto nas fabricas como nas fazendas, nas casas, nas estradas, de ferro, nas minas ou nos apparelhos de navegação aérea. O desenvolvi- mento, pois, do aeroplano e os progressos a realizar em muitos outros ramos dependem em larga escala de informações precisas quanto á re- sistência, rigeza, elasticidade e outras propriedades mechanicas que determinam a adaptabilidade das differentes madeiras aos diversos usos. Com o fim de fornecer esta informação, já se fizeram mais de 500,000 ensaios mechanicos, tanto quanto possivel sob condições bem estabele- cidas, de maneira que os ensaios feitos para um caso único possam ter uma applicação muito larga e possam ser usados era muitas instancias.

  • Ja se descobriram methodos vantajosos 
    de extrair tanto a parafina 
    como as fibras das aparas de papel
    Parafinado que até agora não tinham 
    valor commercial. 
    Logo que haja fundos disponiveis 
    e material suficiente 
    vae-se dedicar intensamente aos estudos
     dos desperdícios da pasta 
    
    
     
    JOÃO NINGUÉM SOLDADO DA GRANDE GUERRA ...DESENHOS DO CAPITÃO MENEZES FERREIRA 100$00 EM 1974 ....COMPRADO POR HENRIQUE DE BARROS AGRÓNOMO E COMBATENTE ANTI-FASCISTA QUE PAGAVA A QUEM LHE CARREGAVA AS COUSAS 17$50 DE SOL A SOL ...20$00 SE ESTAVA PRA ISSO ....26 ANOS DEPOIS O MESMO LIVRO JÁ MUITO ESTRAGADOTE É APANHADO DO LIXO E VENDIDO POR 50$00 ....JUNTAMENTE COM UM POLICIAL DO DENIS MCSHADE (DINIS MACHADO) NA PAREDE ...DOIS LIVROS 100 MÉLRÉIS ...CHAMA-SE A ISSO DESVALORIZAÇÃO EM MAU PORTUGUEZ
     
    LÁBBÉ CONSTANTIN PARIS 1888 COMPRADO EM MARÇO DE 1974 POR 300$00 POR UM LATIFUNDIÁRIO DA LEZÍRIA COM BOIS E TUDO ...QUE PAGAVA 400$00 POR MÊS AOS CAMPINOS PRA LIDAREM COM O GADO ...E RECICLADO POR UM MEMBRO DA UNIDADE COLECTIVA DE PRODUÇÃO QUE VENDIA RENDAS E PRATAS E CRISTOS EM MADREPÉROLA E SANTOS DO SÉCULO XVIII A AMERICANOS COM R NO NOMINE RAM RAM NA FEIRA DA LADRA NO VERÃO QUENTE DE 75 E A MILITARES QUE SAIAM DO CASÃO MILITAR UM TENENTE-CORONEL EX-CAPITÃO COMPROU-O POR 12$50 EM AGOSTO DE 1975 E VENDEU-O JUNTO COM MAIS 25 VOLUMES POR 20 EURROS EM 2003 ...CHAMA-SE A ISSO AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA NAZIONAL
  •  
    TRATADO DOS DESCOBRIMENTOS POR ANTÓNIO GALVÃO 3ª EDIÇÃO ANOTADA PELO VISCONDE DE LAGOA E ELAINE SANCEAU ....1944 TIRAGEM ESPECIAL DE 200 EXEMPLARES NUMERADOS ...VENDIDO POR 300$00 EM 1974 POR 7 CONTOS E 500 EM 1994 E POR 0.80 EUROS OU 20/25....
  • o portuguez muda muyto...CATALOGO CHRONOLOGICO HISTÓRICO GENEALOGICO E CRÍTICO DAS RAINHAS DE PORTUGAL E SEUS FILHOS ...ORDENADO POR DOM JOZE BARBOSA LISBOA OCCIDENTAL NA OFFICINA DE JOSEPH ANTONIO DA SYLVA MDCCXXVII VOLUME VENDIDO POR 920$00 EM ABRIL DE 1974 ...POR 2 CONTOS EM 1979 POR 6 CONTOS E QUINHENTOS EM 1988.....ESTÁ NA LAPA À ESPERA DE QUEM O USE PRA ACENDER A LAREIRA ...
  •  EXPEDIÇÃO SCIENTIFICA À SERRA DA ESTRELLA EM 1881 PELA SOCIEDADE DE GEOGRAPHIA DE LISBOA ...COMPRADO POR 200$00 EM 1973 ...VENDIDO POR 2 CONTOS E QUINHENTOS EM 1981 COMO POUCO VULGAR .....COMPRADO AO QUILO EM 2000 E VAI PRÓ LIXO DAQUI A 5 MINUTOS JUNTO COM AS CASCAS DE MELANCIA ...E INDA DIZEM CU PORTUGUEZ NÃ RECICLA
     
     QUINTA E PALACIO DA BACALHOA EM AZEITÃO BIOGRAFIA HISTORICO-ARTÍSTICA POR JOAQUIM RASTEIRO LISBOA IMPRENSA NACIONAL 1895 O 2º VOLUME É O DAS ESTAMPAS DA BIBLIOTECA DO CONDE DE CASTRO E SOLA COMPRADO POR 200$00 EM 1974 NA LAPA ....

dissabte, 8 d’agost de 2015

At first, the retreat of the Lancastrians was conducted with some degree of order; but, ere long, their ranks were broken by the pursuing foe, and every thing was confusion as they fled in a mass toward Tadcaster. No leader of mark remained to direct or control the ill-fated army in the hour of disaster. John Heron, and Leo, Lord Welles, were slain. Andrew Trollope, after having "done marvelous deeds of valor," lay cold on the ground; Northumberland stooped his lofty crest as low as death; Devon and Wiltshire were heading the flight, and in vain endeavoring to place themselves beyond the vengeance of the victors. Resistance was hopeless; quarter was neither asked nor given; the carnage was so frightful that the road to York was literally red with the blood and strewn with the bodies of the slain; and the pursuit was so hot and eager that multitudes were drowned in attempting to cross the rivulet of Cock, while the corpses formed a bridge over which the pursuers passed. The brook ran purple with blood, and crimsoned, as it formed a junction with, the waters of the Wharfe. Evening closed, at length, over the field of Towton, but without putting an end to the work of destruction. Till the noon of Monday the pursuit was keenly urged, and a running fight, kept up beyond[Pg 143] the Tyne, caused much bloodshed.[7] The Chief Justice of England and the Parson of Blokesworth escaped. But Devon and Wiltshire were less fortunate. One was taken near York, the other seized near Cockermouth by an esquire named Richard Salkeld; and both were executed by martial law.About the middle of the ninth century a warrior named Tertullus, having rendered signal services to the King of France, married Petronella, the king's cousin, and had a son who flourished as Count of Anjou. The descendants of Tertullus and Petronella rose rapidly, and exercised much influence on French affairs. At length, in the twelfth century, Geoffrey, Count of Anjou, surnamed Plantagenet, from wearing a sprig of flowering broom instead of a feather, espoused Maude, daughter of Henry Beauclerc, King of England; and Henry Plantagenet, their son, succeeded, on the death of Stephen, to the English throne. Having married Eleanor, heiress of Aquitaine, and extended his continental empire from the Channel to the Pyrenees, Henry ranked as the most potent of European princes. But, though enabled to render great services to England,[Pg x] he was not an Englishman; and, indeed, it was not till the death of John, at Swinehead, that the English had a king who could be regarded as one of themselves. That king was Henry the Third, born and educated in England, and sympathizing with the traditions of the people over whom he reigned. Unfortunately for Henry, he was surrounded by Continental kinsmen, whose conduct caused such discontent that clergy, barons, citizens, and people raised the cry of England for the English; and Simon de Montfort, though foreign himself, undertook to head a movement against foreigners. A barons' war was the consequence. Henry, defeated at Lewes, became a prisoner in the hands of the oligarchy; and there was some prospect of the crown passing from the house of Plantagenet to that of Montfort. At this crisis, however, Edward, eldest son of the king, escaped from captivity, destroyed the oligarchy in the battle of Evesham, and entered upon his great and glorious career. Space would fail us to expatiate on the services which, when elevated to the throne as Edward the First, that mighty prince rendered to England. Suffice it to say that he gave peace, prosperity,[Pg xi] and freedom to the people, formed hostile races into one great nation, and rendered his memory immortal by the laws which he instituted.[1] For the country which the first Edward rendered prosperous and free, the third Edward and his heroic son won glory in those wars which made Englishmen, for a time, masters of France. Unhappily, the Black Prince died before his father; and his only son, who succeeded when a boy as Richard the Second, departed from right principles of government. This excited serious discontent, and led the English people to that violation of "the lineal succession of their monarchs" which caused the Wars of the Roses. Besides the Black Prince, the conqueror of Cressy had by his queen, Philippa—the patroness of Froissart—several sons, among whom were Lionel, Duke of Clarence; John of Gaunt, Duke of Lancaster; and Edmund of Langley,[Pg xii] Duke of York.[2] Lionel died early; but John of Gaunt survived his father and eldest brother, and was suspected of having an eye to the crown which his young nephew wore. No usurpation, however, was attempted. But when John was in the grave, his son, Henry of Bolingbroke, returning from an irksome exile, deposed Richard, and sent him prisoner to Pontefract[Pg xiii] Castle, where he is understood to have been murdered. On the death of Richard, who was childless, Henry the Fourth, as son of John of Gaunt, would have had hereditary right on his side, but that Lionel of Clarence had left a daughter, Philippa, wife of Mortimer, Earl of March, and ancestress of three successive earls. Of these, Edmund, the last earl, was a boy when Henry of Bolingbroke usurped the throne; and his sister, Anne Mortimer, was wife of Richard Plantagenet, Earl of Cambridge, second son of Edmund of Langley, Duke of York. "This was that princely branch," says Sandford, "by the ingrafting of which into the stock of York, that tree brought forth not only White Roses, but crowns and sceptres also." Henry the Fourth regarded young March with jealousy, and had him vigilantly guarded. But Henry the Fifth completely won the earl's loyalty, and made him a most zealous adherent. March showed no ambition to reign; and the nation, intoxicated with Agincourt and glory and conquest, cared not an iota for his claims. At the time when the hero-king expired at Vincennes and the Earl of March died in England the dynastic dispute was[Pg xiv] scarcely remembered, and it would never, in all probability, have been revived had the Lancastrian government not become such as could not be submitted to without degradation. It was when law and decency were defied, and when Englishmen were in danger of being enslaved by a "foreign woman," that they remembered the true heir of the Plantagenets and took up arms to vindicate his claims.

From occupying St. Albans the Lancastrians had the advantage of position, and such hopes of victory that Somerset's men were ordered to put to death all the Yorkists who should be taken prisoners. Moreover, Clifford made a brave defense, and for a time the duke was kept in check at the barriers. The Yorkists, among other weapons of offense, had guns; and Warwick and Salisbury had such a degree of skill in using them as their enemies could not boast of. Yet so steadily were they resisted by Clifford that the prospect of coming to close conflict with the foe appeared distant; and the partisans of York looked somewhat blank. But Warwick was not a man to yield to obstacles. Leading his soldiers round part of the hill on which St. Albans is situated, that great war-chief broke down a high[Pg 64] wall, ordered his trumpets to sound, crossed the gardens which the wall inclosed, and, shouting "A Warwick! A Warwick!" charged forward upon the recoiling foe. On the Lancastrian ranks Warwick's presence produced an immediate impression; and the barriers having been burst, the Yorkists, encouraged by "The Stout Earl's" war-cry, rushed into the town, and came face to face with their foes.
A conflict now took place among the houses, in the lanes, in the streets, and in the market-place. The fight was fierce, as could not fail to be the case in a struggle between men who had long cherished, while restraining, their mortal hate; and the ancient town was soon strewn with traces of the battle, and crimsoned with the blood of the slain. The king's friends made a desperate resistance; and delayed the victory till the clash of mail reached the monks in the abbey. But Warwick cheered on archer and spearman to the assault; and York, not to be baffled, re-enforced every party that was hard-pressed, and pressed forward fresh warriors to relieve the weary and the wounded. Humphrey, Earl Stafford, bit the dust; Clifford fell, to be cruelly avenged on a more bloody day; and Northumberland, who had seen so many years and fought so many battles, died under the weapons of his foes.
Somerset appears at first to have fought with a courage worthy of the reputation he had won on[Pg 65] the Continent; and on hearing that Clifford's soldiers were giving way before Warwick's mighty onslaught he rushed gallantly to the rescue. The chief of the Beauforts, however, did not live to bring aid to the men of the Craven. Years before, the Lancastrian duke had been admonished by a fortune-teller to beware of a castle; and, finding himself suddenly under a tavern bearing that sign, the warning occurred to his memory. Superstitious like his neighbors, Somerset lost his presence of mind, gave himself up for lost, became bewildered, and was beaten down and slain. The fortune of the day being decidedly against the Red Rose, the Earl of Wiltshire cast his harness into a ditch and spurred fast from the lost field; while Sir Philip Wentworth, equally careful of his own safety, threw away the royal standard, and fled toward Suffolk. The Lancastrians, beaten and aware of Somerset's fall, rushed through the gardens and leaped over hedges, leaving their arms in the ditches and woods that they might escape the more swiftly.
Ere this Henry had been wounded in the neck by an arrow. Sad and sorrowful, he sought shelter in a thatched house occupied by a tanner. Thither, fresh from victory, went the duke; and treated his vanquished kinsman with every respect. Kneeling respectfully, the conqueror protested his loyalty, and declared his readiness to obey the king. "Then,"[Pg 66] said Henry, "stop the pursuit and slaughter, and I will do whatever you will." The duke, having ordered a cessation of hostilities, led the king to the abbey; the royal kinsmen, after praying together before the shrine of England's first martyr, journeyed to London; and Margaret of Anjou, then with her son at Greenwich, learned, with dismay, that her favorite was a corpse and her husband a captive. At such a time, while shedding tears of bitterness and doubt within the palace built by Humphrey of Gloucester, the young queen must have reflected, with remorse, on the part she had taken against "The Good Duke," and considered how different a face affairs might have worn in 1455, if she had not, in 1447, consented to the violent removal of the last stately pillar that supported the house of Lancaster

divendres, 7 d’agost de 2015

In the very olden time there lived a semi-barbaric king, whose ideas, though somewhat polished and sharpened by the progressiveness of distant Latin neighbors, were still large, florid, and untrammeled, as became the half of him which was barbaric. He was a man of exuberant fancy, and, withal, of an authority so irresistible that, at his will, he turned his varied fancies into facts. He was greatly given to self-communing, and, when he and himself agreed upon anything, the thing was done. When every member of his domestic and political systems moved smoothly in its appointed course, his nature was bland and genial; but, whenever there was a little hitch, and some of his orbs got out of their orbits, he was blander and more genial still, for nothing pleased him so much as to make the crooked straight and crush down uneven places. Among the borrowed notions by which his barbarism had become semified was that of the public arena, in which, by exhibitions of manly and beastly valor, the minds of his subjects were refined and cultured. But even here the exuberant and barbaric fancy asserted itself. The arena of the king was built, not to give the people an opportunity of hearing the rhapsodies of dying gladiators, nor to enable them to view the inevitable conclusion of a conflict between religious opinions and hungry jaws, but for purposes far better adapted to widen and develop the mental energies of the people. This vast amphitheater, with its encircling galleries, its mysterious vaults, and its unseen passages, was an agent of poetic justice, in which crime was punished, or virtue rewarded, by the decrees of an impartial and incorruptible chance. When a subject was accused of a crime of sufficient importance to interest the king, public notice was given that on an appointed day the fate of the accused person would be decided in the king's arena, a structure which well deserved its name, for, although its form and plan were borrowed from afar, its purpose emanated solely from the brain of this man, who, every barleycorn a king, knew no tradition to which he owed more allegiance than pleased his fancy, and who ingrafted on every adopted form of human thought and action the rich growth of his barbaric idealism. When all the people had assembled in the galleries, and the king, surrounded by his court, sat high up on his throne of royal state on one side of the arena, he gave a signal, a door beneath him opened, and the accused subject stepped out into the amphitheater. Directly opposite him, on the other side of the inclosed space, were two doors, exactly alike and side by side. It was the duty and the privilege of the person on trial to walk directly to these doors and open one of them. He could open either door he pleased; he was subject to no guidance or influence but that of the aforementioned impartial and incorruptible chance. If he opened the one, there came out of it a hungry tiger, the fiercest and most cruel that could be procured, which immediately sprang upon him and tore him to pieces as a punishment for his guilt. The moment that the case of the criminal was thus decided, doleful iron bells were clanged, great wails went up from the hired mourners posted on the outer rim of the arena, and the vast audience, with bowed heads and downcast hearts, wended slowly their homeward way, mourning greatly that one so young and fair, or so old and respected, should have merited so dire a fate. But, if the accused person opened the other door, there came forth from it a lady, the most suitable to his years and station that his majesty could select among his fair subjects, and to this lady he was immediately married, as a reward of his innocence. It mattered not that he might already possess a wife and family, or that his affections might be engaged upon an object of his own selection; the king allowed no such subordinate arrangements to interfere with his great scheme of retribution and reward. The exercises, as in the other instance, took place immediately, and in the arena. Another door opened beneath the king, and a priest, followed by a band of choristers, and dancing maidens blowing joyous airs on golden horns and treading an epithalamic measure, advanced to where the pair stood, side by side, and the wedding was promptly and cheerily solemnized. Then the gay brass bells rang forth their merry peals, the people shouted glad hurrahs, and the innocent man, preceded by children strewing flowers on his path, led his bride to his home. This was the king's semi-barbaric method of administering justice. Its perfect fairness is obvious. The criminal could not know out of which door would come the lady; he opened either he pleased, without having the slightest idea whether, in the next instant, he was to be devoured or married. On some occasions the tiger came out of one door, and on some out of the other. The decisions of this tribunal were not only fair, they were positively determinate: the accused person was instantly punished if he found himself guilty, and, if innocent, he was rewarded on the spot, whether he liked it or not. There was no escape from the judgments of the king's arena. The institution was a very popular one. When the people gathered together on one of the great trial days, they never knew whether they were to witness a bloody slaughter or a hilarious wedding. This element of uncertainty lent an interest to the occasion which it could not otherwise have attained. Thus, the masses were entertained and pleased, and the thinking part of the community could bring no charge of unfairness against this plan, for did not the accused person have the whole matter in his own hands? This semi-barbaric king had a daughter as blooming as his most florid fancies, and with a soul as fervent and imperious as his own. As is usual in such cases, she was the apple of his eye, and was loved by him above all humanity. Among his courtiers was a young man of that fineness of blood and lowness of station common to the conventional heroes of romance who love royal maidens. This royal maiden was well satisfied with her lover, for he was handsome and brave to a degree unsurpassed in all this kingdom, and she loved him with an ardor that had enough of barbarism in it to make it exceedingly warm and strong. This love affair moved on happily for many months, until one day the king happened to discover its existence. He did not hesitate nor waver in regard to his duty in the premises. The youth was immediately cast into prison, and a day was appointed for his trial in the king's arena. This, of course, was an especially important occasion, and his majesty, as well as all the people, was greatly interested in the workings and development of this trial. Never before had such a case occurred; never before had a subject dared to love the daughter of the king. In after years such things became commonplace enough, but then they were in no slight degree novel and startling. The tiger-cages of the kingdom were searched for the most savage and relentless beasts, from which the fiercest monster might be selected for the arena; and the ranks of maiden youth and beauty throughout the land were carefully surveyed by competent judges in order that the young man might have a fitting bride in case fate did not determine for him a different destiny. Of course, everybody knew that the deed with which the accused was charged had been done. He had loved the princess, and neither he, she, nor any one else, thought of denying the fact; but the king would not think of allowing any fact of this kind to interfere with the workings of the tribunal, in which he took such great delight and satisfaction. No matter how the affair turned out, the youth would be disposed of, and the king would take an aesthetic pleasure in watching the course of events, which would determine whether or not the young man had done wrong in allowing himself to love the princess. The appointed day arrived. From far and near the people gathered, and thronged the great galleries of the arena, and crowds, unable to gain admittance, massed themselves against its outside walls. The king and his court were in their places, opposite the twin doors, those fateful portals, so terrible in their similarity. All was ready. The signal was given. A door beneath the royal party opened, and the lover of the princess walked into the arena. Tall, beautiful, fair, his appearance was greeted with a low hum of admiration and anxiety. Half the audience had not known so grand a youth had lived among them. No wonder the princess loved him! What a terrible thing for him to be there! As the youth advanced into the arena he turned, as the custom was, to bow to the king, but he did not think at all of that royal personage. His eyes were fixed upon the princess, who sat to the right of her father. Had it not been for the moiety of barbarism in her nature it is probable that lady would not have been there, but her intense and fervid soul would not allow her to be absent on an occasion in which she was so terribly interested. From the moment that the decree had gone forth that her lover should decide his fate in the king's arena, she had thought of nothing, night or day, but this great event and the various subjects connected with it. Possessed of more power, influence, and force of character than any one who had ever before been interested in such a case, she had done what no other person had done,--she had possessed herself of the secret of the doors. She knew in which of the two rooms, that lay behind those doors, stood the cage of the tiger, with its open front, and in which waited the lady. Through these thick doors, heavily curtained with skins on the inside, it was impossible that any noise or suggestion should come from within to the person who should approach to raise the latch of one of them. But gold, and the power of a woman's will, had brought the secret to the princess. And not only did she know in which room stood the lady ready to emerge, all blushing and radiant, should her door be opened, but she knew who the lady was. It was one of the fairest and loveliest of the damsels of the court who had been selected as the reward of the accused youth, should he be proved innocent of the crime of aspiring to one so far above him; and the princess hated her. Often had she seen, or imagined that she had seen, this fair creature throwing glances of admiration upon the person of her lover, and sometimes she thought these glances were perceived, and even returned. Now and then she had seen them talking together; it was but for a moment or two, but much can be said in a brief space; it may have been on most unimportant topics, but how could she know that? The girl was lovely, but she had dared to raise her eyes to the loved one of the princess; and, with all the intensity of the savage blood transmitted to her through long lines of wholly barbaric ancestors, she hated the woman who blushed and trembled behind that silent door. When her lover turned and looked at her, and his eye met hers as she sat there, paler and whiter than any one in the vast ocean of anxious faces about her, he saw, by that power of quick perception which is given to those whose souls are one, that she knew behind which door crouched the tiger, and behind which stood the lady. He had expected her to know it. He understood her nature, and his soul was assured that she would never rest until she had made plain to herself this thing, hidden to all other lookers-on, even to the king. The only hope for the youth in which there was any element of certainty was based upon the success of the princess in discovering this mystery; and the moment he looked upon her, he saw she had succeeded, as in his soul he knew she would succeed. Then it was that his quick and anxious glance asked the question: "Which?" It was as plain to her as if he shouted it from where he stood. There was not an instant to be lost. The question was asked in a flash; it must be answered in another. Her right arm lay on the cushioned parapet before her. She raised her hand, and made a slight, quick movement toward the right. No one but her lover saw her. Every eye but his was fixed on the man in the arena. He turned, and with a firm and rapid step he walked across the empty space. Every heart stopped beating, every breath was held, every eye was fixed immovably upon that man. Without the slightest hesitation, he went to the door on the right, and opened it. Now, the point of the story is this: Did the tiger come out of that door, or did the lady? The more we reflect upon this question, the harder it is to answer. It involves a study of the human heart which leads us through devious mazes of passion, out of which it is difficult to find our way. Think of it, fair reader, not as if the decision of the question depended upon yourself, but upon that hot-blooded, semi-barbaric princess, her soul at a white heat beneath the combined fires of despair and jealousy. She had lost him, but who should have him?

How often, in her waking hours and in her dreams, had she started in
wild horror, and covered her face with her hands as she thought of her
lover opening the door on the other side of which waited the cruel
fangs of the tiger!

But how much oftener had she seen him at the other door! How in her
grievous reveries had she gnashed her teeth, and torn her hair, when
she saw his start of rapturous delight as he opened the door of the
lady! How her soul had burned in agony when she had seen him rush to
meet that woman, with her flushing cheek and sparkling eye of triumph;
when she had seen him lead her forth, his whole frame kindled with the
joy of recovered life; when she had heard the glad shouts from the
multitude, and the wild ringing of the happy bells; when she had seen
the priest, with his joyous followers, advance to the couple, and make
them man and wife before her very eyes; and when she had seen them walk
away together upon their path of flowers, followed by the tremendous
shouts of the hilarious multitude, in which her one despairing shriek
was lost and drowned!

Would it not be better for him to die at once, and go to wait for her
in the blessed regions of semi-barbaric futurity?

And yet, that awful tiger, those shrieks, that blood!

Her decision had been indicated in an instant, but it had been made
after days and nights of anguished deliberation. 
She had known she
would be asked, she had decided what she would answer, and, without the
slightest hesitation, she had moved her hand to the right.

The question of her decision is one not to be lightly considered, and
it is not for me to presume to set myself up as the one person able to
answer it. 

dimarts, 4 d’agost de 2015

O HOMEM CONTA PASSAR 3/4 DA VIDA A SOFRER PARA DESCANSAR NO ÚLTIMO QUARTO E NA MAIOR PARTE DAS VEZES MORRE NA MISÉRIA SEM SABER EM QUE PARTE DO PLANO ESTÁ ...RIMBAUD LES ÉTRENNES DES ORPHELlNS I La chambre est pleine d'ombre; on entend vaguement De deux enfants le triste et doux chuchotement. Leur front se penche, encor, alourdi par le rêve, Sous le long rideau blanc qui tremble et se soulève... —Au dehors les oiseaux se rapprochent frileux; Leur aile s'engourdit sous le ton gris des cieux; Et la nouvelle année, à la suite brumeuse, Laissant traîner les plis de sa robe neigeuse, Sourit avec des pleurs, et chante en grelottant... II Or les petits enfants, sous le rideau flottant, Parlent bas comme on fait dans une nuit obscure. Ils écoutent, pensifs, comme un lointain murmure... Ils tressaillent souvent à la claire voix d'or Du timbre matinal, qui frappe et frappe encor Son refrain métallique en son globe de verre... —Puis, la chambre est glacée... on voit traîner à terre, Épars autour des lits, des vêtements de deuil: L'âpre bise d'hiver qui se lamente au seuil, Souffle dans le logis son haleine morose! On sent, dans tout cela, qu'il manque quelque chose... —Il n'est donc point de mère à ces petits enfants, De mère au frais sourire, aux regards triomphants? Elle a donc oublié, le soir, seule et penchée, D'exciter une flamme à la cendre arrachée, D'amonceler sur eux la laine et l'édredon Avant de les quitter en leur criant: pardon. Elle n'a point prévu la froideur matinale, Ni bien fermé le seuil à la bise hivernale?... —Le rêve maternel, c'est le tiède tapis, C'est le nid cotonneux où les enfants tapis, Comme de beaux oiseaux que balancent les branches, Dorment leur doux sommeil plein de visions blanches. —Et là,—c'est comme un nid sans plumes, sans chaleur Où les petits ont froid, ne dorment pas, ont peur; Un nid que doit avoir glacé la bise amère... III Votre cœur l'a compris:—ces enfants sont sans mère, Plus de mère au logis!—et le père est bien loin!... —Une vieille servante, alors, en a pris soin: Les petits sont tout seuls en la maison glacée; Orphelins de quatre ans, voilà qu'en leur pensée S'éveille, par degrés, un souvenir riant... C'est comme un chapelet qu'on égrène en priant: —Ah! quel beau matin, que ce matin des étrennes! Chacun, pendant la nuit, avait rêvé des siennes Dans quelque songe étrange où l'on voyait joujoux, Bonbons habillés d'or, étincelants bijoux, Tourbillonner, danser une danse sonore, Puis fuir sous les rideaux, puis reparaître encore! On s'éveillait matin, on se levait joyeux, La lèvre affriandée, en se frottant les yeux... On allait, les cheveux emmêlés sur la tête, Les yeux tout rayonnants, comme aux grands jours de fête Et les petits pieds nus effleurant le plancher, Aux portes des parents tout doucement toucher... On entrait!... Puis alors les souhaits... en chemise, Les baisers répétés, et la gaîté permise? IV Ah! c'était si charmant, ces mots dits tant de fois! —Mais comme il est changé, le logis d'autrefois: Un grand feu pétillait, clair, dans la cheminée, Toute la vieille chambre était illuminée; Et les reflets vermeils, sortis du grand foyer, Sur les meubles vernis aimaient à tournoyer... —L'armoire était sans clefs!... sans clefs, la grande armoire On regardait souvent sa porte brune et noire... Sans clefs!... c'était étrange!... On rêvait bien des fois Aux mystères dormant entre ses flancs de bois, Et l'on croyait ouïr, au fond de la serrure Béante, un bruit lointain, vague et joyeux murmure —La chambre des parents est bien vide, aujourd'hui Aucun reflet vermeil sous la porte n'a lui; Il n'est point de parents, de foyer, de clefs prises: Partant point de baisers, point de douces surprises! Oh! que le jour de l'an sera triste pour eux! —Et, tout pensifs, tandis que de leurs grands yeux bleus Silencieusement tombe une larme amère, ils murmurent: «Quand donc reviendra notre mère?» . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . V Maintenant, les petits sommeillent tristement: Vous diriez, à les voir, qu'ils pleurent en dormant, Tant leurs yeux sont gonflés et leur souffle pénible! Les tout petits enfants ont le cœur si sensible! —Mais l'ange des berceaux vient essuyer leurs yeux, Et dans ce lourd sommeil mit un rêve joyeux, Un rêve si joyeux, que leur lèvre mi-close, Souriante, semblait murmurer quelque chose... Ils rêvent que, penchés sur leur petit bras rond, Doux geste du réveil, ils avancent le front, Et leur vague regard tout autour d'eux repose... Ils se croient endormis dans un paradis rose... Au foyer plein d'éclairs chante gaîment le feu... Par la fenêtre on voit là-bas un beau ciel bleu; La nature s'éveille et de rayons s'enivre... La terre, demi-nue, heureuse de revivre, A des frissons de joie aux baisers du soleil... Et dans le vieux logis tout est tiède et vermeil: Des sombres vêtements ne jonchent plus la terre, La bise sous le seuil a fini par se taire. On dirait qu'une fée a passé dans cela!... —Les enfants, tout joyeux, ont jeté deux cris... Là, Près du lit maternel, sous un beau rayon rose, Là, sur le grand tapis, resplendit quelque chose... Ce sont des médaillons argentés, noirs et blancs, De la nacre et du jais aux reflets scintillants: Des petits cadres noirs, des couronnes de verre, Ayant trois mots gravés en or: «À NOTRE MÈRE!» . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 janvier 1870 VOYELLES A noir, E blanc, I rouge, U vert, O bleu, voyelles, Je dirai quelque jour vos naissances latentes, A, noir corset velu des mouches éclatantes Qui bombillent autour des puanteurs cruelles, Golfe d'ombre: E, candeur des vapeurs et des tentes, Lance des glaciers fiers, rois blancs, frissons d'ombelles I, pourpres, sang craché, rire des lèvres belles Dans la colère ou les ivresses pénitentes; U, cycles, vibrements divins des mers virides, Paix des pâtis semés d'animaux, paix des rides Que l'alchimie imprime aux grands fronts studieux; O, suprême Clairon plein de strideurs étranges, Silences traversés des Mondes et des Anges: —O l'Oméga, rayon violet de Ses Yeux! ORAISON DU SOIR Je vis assis tel qu'un ange aux mains d'un barbier, Empoignant une chope à fortes cannelures, L'hypogastre et le col cambrés, une Gambier Aux dents, sous l'air gonflé d'impalpables voilures. Tels que les excréments chauds d'un vieux colombier Mille rêves en moi font de douces brûlures; Puis par instants mon cœur triste est comme un aubier Qu'ensanglante l'or jaune et sombre des coulures. Puis quand j'ai ravalé mes rêves avec soin, Je me tourne, ayant bu trente ou quarante chopes, Et me recueille pour lâcher l'âcre besoin. Doux comme le Seigneur du cèdre et des hysopes, Je pisse vers les cieux bruns très haut et très loin, Avec l'assentiment des grands héliotropes. LES ASSIS Noirs de loupes, grêlés, les yeux cerclés de bagues Vertes, leurs doigts boulus crispés à leurs fémurs, Le sinciput plaqué de hargnosités vagues Comme les floraisons lépreuses des vieux murs, Ils ont greffé dans des amours épileptiques Leur fantasque ossature aux grands squelettes noirs De leurs chaises; leurs pieds aux barreaux rachitiques S'entrelacent pour les matins et pour les soirs. Ces vieillards ont toujours fait tresse avec leurs sièges, Sentant les soleils vifs percaliser leur peaux, Ou les yeux à la vitre où se fanent les neiges, Tremblant du tremblement douloureux des crapauds. Et les Sièges leur ont des bontés; culottée De brun, la paille cède aux angles de leurs reins. L'âme des vieux soleils s'allume, emmaillotée Dans ces tresses d'épis où fermentaient les grains. Et les Assis, genoux aux dents, verts pianistes, Les dix doigts sous leur siège aux rumeurs de tambour S'écoutent clapoter des barcarolles tristes Et leurs caboches vont dans des roulis d'amour. Oh! ne les faites pas lever! C'est le naufrage. Ils surgissent, grondant comme des chats gifflés, Ouvrant lentement leurs omoplates, ô rage! Tout leur pantalon bouffe à leurs reins boursouflés. Et vous les écoutez cognant leurs têtes chauves Aux murs sombres, plaquant et plaquant leurs pieds tors Et leurs boutons d'habit sont des prunelles fauves Qui vous accrochent l'œil du fond des corridors. Puis ils ont une main invisible qui tue; Au retour, leur regard filtre ce venin noir Qui charge l'œil souffrant de la chienne battue, Et vous suez, pris dans un atroce entonnoir. Assis, les poings crispés dans des manchettes sales, Ils songent à ceux-là qui les ont fait lever, Et de l'aurore au soir des grappes d'amygdales Sous leurs mentons chétifs s'agitent à crever. Quand l'austère sommeil a baissé leurs visières Ils rêvent sur leurs bras de sièges fécondés, De vrais petits amours de chaises en lisières Sur lesquelles de fiers bureaux seront bordés. Les fleurs d'encre, crachant des pollens en virgules, Les bercent le long des calices accroupis, Tels qu'au fil des glaïeuls le vol des libellules, —Et leur membre s'agace à des barbes d'épis! LES EFFARÉS Noirs dans la neige et dans la brume, Au grand soupirail qui s'allume, Leurs culs en rond, À genoux, cinq petits,—misère!— Regardent le boulanger faire Le lourd pain blond... Ils voient le fort bras blanc qui tourne La pâte grise, et qui l'enfourne Dans un trou clair. Ils écoutent le bon pain cuire Le boulanger au gras sourire Chante un vieil air. Ils sont blottis, pas un ne bouge, Au souffle du soupirail rouge, Chaud comme un sein. Et quand, pendant que minuit sonne, Façonné, pétillant et jaune, On sort le pain; Quand, sous les poutres enfumées, Chantent les croûtes parfumées, Et les grillons; Que ce trou chaud souffle la vie; Ils ont leur âme si ravie Sous leurs haillons, Ils se ressentent si bien vivre, Les pauvres petits pleins de givre! —Qu'ils sont là, tous, Collant leurs petits museaux roses Au grillage, chantant des choses, Entre les trous, Mais bien bas,—comme une prière... Repliés vers cette lumière Du ciel rouvert, —Si fort, qu'ils crèvent leur culotte, —Et que leur lange blanc tremblotte Au vent d'hiver... 20 septembre 1870. LES CHERCHEUSES DE POUX Quand le front de l'enfant plein de rouges tourmentes, Implore l'essaim blanc des rêves indistincts, Il vient près de son lit deux grandes sœurs charmantes Avec de frêles doigts aux ongles argentins. Elles assoient l'enfant devant une croisée Grande ouverte où l'air bleu baigne un fouillis de fleurs, Et dans ses lourds cheveux où tombe la rosée Promènent leurs doigts fins, terribles et charmeurs. Il écoute chanter leurs haleines craintives Qui fleurent de longs miels végétaux et rosés Et qu'interrompt parfois un sifflement, salives Reprises sur la lèvre ou désirs de baisers. Il entend leurs cils noirs battant sous les silences Parfumés; et leurs doigts électriques et doux Font crépiter parmi ses grises indolences Sous leurs ongles royaux la mort des petits poux. Voilà que monte en lui le vin de la Paresse, Soupir d'harmonica qui pourrait délirer; L'enfant se sent, selon la lenteur des caresses, Sourdre et mourir sans cesse un désir de pleurer. BATEAU IVRE Comme je descendais des Fleuves impassibles Je ne me sentis plus guidé par les haleurs; Des Peaux-Rouges criards les avaient pris pour cibles, Les ayant cloués nus aux poteaux de couleurs. J'étais insoucieux de tous les équipages, Porteur de blés flamands ou de cotons anglais. Quand avec mes haleurs ont fini ces tapages, Les Fleuves m'ont laissé descendre où je voulais. Dans les clapotements furieux des marées, Moi, l'autre hiver, plus sourd que les cerveaux d'enfants, Je courus! Et les Péninsules démarrées, N'ont pas subi tohu-bohus plus triomphants. La tempête a béni mes éveils maritimes. Plus léger qu'un bouchon j'ai dansé sur les flots Qu'on appelle rouleurs éternels de victimes, Dixs nuit, sans regretter l'œil niais des falots. Plus douce qu'aux enfants la chair des pommes sures L'eau verte pénétra ma coque de sapin Et des taches de vins bleus et des vomissures Me lava, dispersant gouvernail et grappin. Et dès lors je me suis baigné dans le poème De la mer, infusé d'astres et latescent, Dévorant les azurs verts où, flottaison blême Et ravie, un noyé pensif parfois descend, Où, teignant tout à coup les bleuités, délires Et rythmes lents sous les rutilements du jour, Plus fortes que l'alcool, plus vastes que vos lyres, Fermentent les rousseurs amères de l'amour. Je sais les cieux crevant en éclairs, et les trombes, Et les ressacs, et les courants, je sais le soir, L'aube exaltée ainsi qu'un peuple de colombes, Et j'ai vu quelquefois ce que l'homme a cru voir. J'ai vu le soleil bas taché d'horreurs mystiques Illuminant de longs figements violets, Pareils à des acteurs de drames très antiques, Les flots roulant au loin leurs frissons de volets; J'ai rêvé la nuit verte aux neiges éblouies, Baisers montant aux yeux des mers avec lenteur, La circulation des sèves inouïes Et l'éveil jaune et bleu des phosphores chanteurs. J'ai suivi des mois pleins, pareille aux vacheries Hystériques, la houle à l'assaut des récifs, Sans songer que les pieds lumineux des Maries Pussent forcer le muffle aux Océans poussifs; J'ai heurté, savez-vous? d'incroyables Florides, Mêlant aux fleurs des yeux de panthères, aux peaux D'hommes, des arcs-en-ciel tendus comme des brides, Sous l'horizon des mers, à de glauques troupeaux; J'ai vu fermenter les marais énormes, nasses Où pourrit dans les joncs tout un Léviathan, Des écroulements d'eaux au milieu des bonaces Et les lointains vers les gouffres cataractant! Glaciers, soleils d'argent, flots nacreux, cieux de braises! Échouages hideux au fond des golfes bruns Où les serpents géants dévorés des punaises Choient des arbres tordus avec de noirs parfums! J'aurais voulu montrer aux enfants ces dorades Du flot bleu, ces poissons d'or, ces poissons chantants, Des écumes de fleurs ont béni mes dérades Et d'ineffables vents m'ont ailé par instants. Parfois, martyr lassé des pôles et des zones, La mer dont le sanglot faisait mon roulis doux Montait vers moi ses fleurs d'ombre aux ventouses jaunes Et je restais ainsi qu'une femme à genoux, Presqu'île ballottant sur mes bords les querelles Et les fientes d'oiseaux clabaudeurs aux yeux blonds, Et je voguais lorsqu'à travers mes liens frêles Des noyés descendaient dormir à reculons. Or moi, bateau perdu sous les cheveux des anses, Jeté par l'ouragan dans l'éther sans oiseau, Moi dont les Monitors et les voiliers des Hanses N'auraient pas repêché la carcasse ivre d'eau, Libre, fumant, monté de brumes violettes, Moi qui trouais le ciel rougeoyant comme un mur Qui porte, confiture exquise aux bons poètes, Des lichens de soleil et des morves d'azur, Qui courais taché de lunules électriques, Plante folle, escorté des hippocampes noirs, Quand les Juillets faisaient croûler à coups de triques Les cieux ultramarins aux ardents entonnoirs, Moi qui tremblais, sentant geindre à cinquante lieues Le rut des Béhémots et des Maelstroms épais, Fileur éternel des immobilités bleues, Je regrette l'Europe aux anciens parapets. J'ai vu des archipels sidéraux! Et des îles Dont les cieux délirants sont ouverts au vogueur: —Est-ce en ces nuits sans fond que tu dors et t'exiles, Million d'oiseaux d'or, ô future Vigueur? Mais, vrai, j'ai trop pleuré! Les aubes sont navrantes, Toute lune est atroce et tout soleil amer. L'âcre amour m'a gonflé de torpeurs enivrantes. Oh! que ma quille éclate! Oh! que j'aille à la mer! Si je désire une eau d'Europe, c'est la flache Noire et froide où, vers le crépuscule embaumé, Un enfant accroupi, plein de tristesse, lâche Un bateau frêle comme un papillon de mai. Je ne puis plus, baigné de vos langueurs, ô lames, Enlever leur sillage aux porteurs de cotons, Ni traverser l'orgueil des drapeaux et des flammes, Ni nager sous les yeux horribles des pontons!

Puis la Vierge n'est plus que la Vierge du livre; Les mystiques élans se cassent quelquefois, Et vient la pauvreté des images que cuivre L'ennui, l'enluminure atroce et les vieux bois.
Des curiosités vaguement impudiques Épouvantent le rêve aux chastes bleuités Qui sont surpris autour des célestes tuniques Du linge dont Jésus voile ses nudités.
Elle veut, elle veut pourtant, l'âme en détresse, Le front dans l'oreiller creusé par les cris sourds, Prolonger les éclairs suprêmes de tendresse Et bave...—L'ombre emplit les maisons et les cours,
Et l'enfant ne peut plus. Elle s'agite et cambre Les reins, et d'une main ouvre le rideau bleu Pour amener un peu la fraîcheur de la chambre Sous le drap, vers son ventre et sa poitrine en feu.

IV

À son réveil,—minuit,—la fenêtre était blanche Devant le soleil bleu des rideaux illunés; La vision la prit des langueurs du Dimanche, Elle avait rêvé rouge. Elle saigna du nez,
Et se sentant bien chaste et pleine de faiblesse, Pour savourer en Dieu son amour revenant, Elle eut soif de la nuit où s'exalte et s'abaisse Le cœur, sous l'œil des cieux doux, en les devinant;
De la nuit, Vierge-Mère impalpable qui baigne Tous les jeunes émois de ses silences gris; Elle eut soif de la nuit forte où le cœur qui saigne Écoute sans témoin sa révolte sans cris.
Et, faisant la victime et la petite épouse, Son étoile la vit, une chandelle aux doigts, Descendre dans la cour où séchait une blouse, Spectre blanc, et lever les spectres noirs des toits.

V

Elle passa sa nuit Sainte dans les latrines. Vers la chandelle, aux trous du toit, coulait l'air blanc Et quelque vigne folle aux noirceurs purpurines En deçà d'une cour voisine s'écroulant.
La lucarne faisait un cœur de lueur vive Dans la cour où les cieux bas plaquaient d'ors vermeils Les vitres; les pavés puant l'eau de lessive Souffraient l'ombre des toits bordés de noirs sommeils.

VI

Qui dira ces langueurs et ces pitiés immondes Et ce qui lui viendra de haine, ô sales fous, Dont le travail divin déforme encor les mondes Quand la lèpre, à la fin, rongera ce corps doux,
Et quand, ayant rentré tous ces nœuds d'hystéries Elle verra, sous les tristesses du bonheur, L'amant rêver au blanc million de Maries Au matin de la nuit d'amour, avec douleur!

VII

Sais-tu que je t'ai fait mourir? J'ai pris ta bouche, Ton cœur, tout ce qu'on a, tout ce que vous avez, Et moi je suis malade. Oh! je veux qu'on me couche Parmi les Morts des eaux nocturnes abreuvés!
J'étais bien jeune, et Christ a souillé mes haleines, Il me bonda jusqu'à la gorge de dégoûts; Tu baisais mes cheveux profonds comme des laines, Et je me laissais faire!... Oh! va... c'est bon pour vous,
Hommes! qui songez peu que la plus amoureuse Est, dans sa conscience, aux ignobles terreurs La plus prostituée et la plus douloureuse Et que tous nos élans vers vous sont des erreurs.
Car ma communion première est bien passée! Tes baisers, je ne puis jamais les avoir bus. Et mon cœur et ma chair par ta chair embrassée Fourmillent du baiser putride de Jésus...

VIII

Alors l'âme pourrie et l'âme désolée Sentiront ruisseler tes malédictions. —Ils avaient couché sur ta haine inviolée Echappés, pour la mort, des justes passions.
Christ, ô Christ, éternel voleur des énergies, Dieu qui, pour deux mille ans, vouas, à ta pâleur, Cloués au sol, de honte et de céphalalgies, Ou renversés, les fronts des Femmes de douleur.
Juillet 1871.

L'ORGIE PARISIENNE OU
PARIS SE REPEUPLE

Ô lâches, la voilà! dégorgez dans les gares! Le soleil expia de ses poumons ardents Les boulevards qu'un soir comblèrent les Barbares Voilà la Cité belle assise à l'occident!
Allez! on préviendra les reflux d'incendie, Voilà les quais! voilà les boulevards! voilà, Sur les maisons, l'azur léger qui s'irradie, Et qu'un soir la rougeur des bombes étoila.
Cachez les palais morts dans des niches de planches L'ancien jour effaré rafraîchit vos regards. Voici le troupeau roux des tordeuses de hanches, Soyez fous, vous serez drôles, étant hagards!
Tas de chiennes en rut mangeant des cataplasmes, Le cri des maisons d'or vous réclame. Volez! Mangez! voici la nuit de joie aux profonds spasmes Qui descend dans la rue, ô buveurs désolés,
Buvez. Quand La lumière arrive intense et folle Fouillant à vos côtés les luxes ruisselants, Vous n'allez pas baver, sans geste, sans parole, Dans vos verres, les yeux perdus aux lointains blancs,
Avalez, pour la Reine aux fesses cascadantes! Écoutez l'action des stupides hoquets Déchirants. Écoutez, sauter aux nuits ardentes Les idiots râleux, vieillards, pantins, laquais!
Ô cœurs de saleté, bouches épouvantables, Fonctionnez plus fort, bouches de puanteurs! Un vin pour ces torpeurs ignobles, sur ces tables... Vos ventres sont fondus de hontes, ô Vainqueurs!
Ouvrez votre narine aux superbes nausées! Trempez de poisons forts les cordes de vos cous! Sur vos nuques d'enfants baissant ses mains croisées Le Poète vous dit: ô lâches, soyez fous!
Parce que vous fouillez le ventre de la Femme Vous craignez d'elle encore une convulsion Qui crie, asphyxiant votre nichée infâme Sur sa poitrine, en une horrible pression.
Syphilitiques, fous, rois, pantins, ventriloques, Qu'est-ce que ça peut faire à la pudeur Paris, Vos âmes et vos corps, vos poisons et vos loques? Elle se secouera de vous, hargneux pourris!
Et quand vous serez bas, geignant sur vos entrailles Les flancs morts, réclamant votre argent, éperdus, La rouge courtisane aux seins gros des batailles, Loin de votre stupeur tordra ses poings ardus!
Quand tes pieds ont dansé si fort dans les colères, Paris! quand tu reçus tant de coups de couteau, Quand tu gis, retenant dans tes prunelles claires, Un peu de la bonté du fauve renouveau,
Ô cité douloureuse, ô cité quasi morte, La tête et les deux seins jetés vers l'Avenir Ouvrant sur ta pâleur ses milliards de portes, Cité que le Passé sombre pourrait bénir:
Corps remagnétisé pour les énormes peines, Tu rebois donc la vie effroyable! tu sens Sourdre le flux des vers livides en tes veines, Et sur ton clair amour rôder les doigts glaçants!
Et ce n'est pas mauvais. Tes vers, tes vers livides Ne gêneront pas plus ton souffle de Progrès Que les Stryx n'éteignaient l'œil des Cariatides Où des pleurs d'or astral tombaient des bleus degrés.
Quoique ce soit affreux de te revoir couverte Ainsi; quoiqu'on n'ait fait jamais d'une cité Ulcère plus puant à la Nature verte, Le Poète te dit «Splendide est ta Beauté!»
L'orage t'a sacrée suprême poésie; L'immense remuement des forces te secourt; Ton œuvre bout, la mort gronde, Cité choisie! Amasse les strideurs au cœur du clairon lourd.
Le Poète prendra le sanglot des Infâmes, La haine des Forçats, la clameur des maudits; Et ses rayons d'amour flagelleront les Femmes. Ses strophes bondiront, voilà! voilà! bandits!
—Société, tout est rétabli:—les orgies Pleurent leur ancien râle aux anciens lupanars: Et les gaz en délire aux murailles rougies Flambent sinistrement vers les azurs blafards!
Mai 1871.

ACCROUPISSEMENTS

Bien tard, quand il se sent l'estomac écœuré, Le frère Milotus un œil à la lucarne D'où le soleil, clair comme un chaudron récuré, Lui darde une migraine et fait son regard darne, Déplace dans les draps son ventre de curé.
Il se démène sous sa couverture grise Et descend ses genoux à son ventre tremblant, Effaré comme un vieux qui mangerait sa prise, Car il lui faut, le poing à l'anse d'un pot blanc, À ses reins largement retrousser sa chemise!
Or, il s'est accroupi frileux, les doigts de pied Repliés grelottant au clair soleil qui plaque Des jaunes de brioches aux vitres de papiers, Et le nez du bonhomme où s'allume la laque Renifle aux rayons, tel qu'un charnel polypier.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Le bonhomme mijote au feu, bras tordus, lippe Au ventre: il sent glisser ses cuisses dans le feu Et ses chausses roussir et s'éteindre sa pipe; Quelque chose comme un oiseau remue un peu À son ventre serein comme un morceau de tripe!
Autour, dort un fouillis de meubles abrutis Dans des haillons de crasse et sur de sales ventres, Des escabeaux, crapauds étranges, sont blottis Aux coins noirs: des buffets ont des gueules de chantres Qu'entr'ouvre un sommeil plein d'horribles appétits.
L'écœurante chaleur gorge la chambre étroite, Le cerveau du bonhomme est bourré de chiffons, Il écoute les poils pousser dans sa peau moite Et parfois en hoquets fort gravement bouffons S'échappe, secouant son escabeau qui boite...
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Et le soir aux rayons de lune qui lui font Aux contours du cul des bavures de lumière, Une ombre avec détails s'accroupit sur un fond De neige rose ainsi qu'une rose trémière... Fantasque, un nez poursuit Vénus au ciel profond.

LES PAUVRES À L'ÉGLISE

Parqués entre des bancs de chêne, aux coins d'église Qu'attiédit puamment leur souffle, tous leurs yeux Vers le cœur ruisselant d'orrie et la maîtrise Aux vingt gueules gueulant les cantiques pieux;
Comme un parfum de pain humant l'odeur de cire, Heureux, humiliés comme des chiens battus, Les Pauvres au bon Dieu, le patron et le sire, Tendent leurs oremus risibles et têtus.
Aux femmes, c'est bien bon de faire des bancs lisses; Après les six jours noirs où Dieu les fait souffrir! Elles bercent, tordus dans d'étranges pelisses, Des espèces d'enfants qui pleurent à mourir;
Leurs seins crasseux dehors, ces mangeuses de soupe, Une prière aux yeux et ne priant jamais, Regardent parader mauvaisement un groupe De gamines avec leurs chapeaux déformés.
Dehors, le froid, la faim, l'homme en ribote: C'est bon. Encore une heure; après, les maux sans nom —Cependant, alentour, geint, nazille, chuchote Une collection de vieilles à fanons;
Ces effarés y sont et ces épileptiques Dont on se détournait hier aux carrefours; Et, fringalant du nez dans des missels antiques Ces aveugles qu'un chien introduit dans les cours.
Et tous, bavant la foi mendiante et stupide, Récitent la complainte infinie à Jésus Qui rêve en haut, jauni par le vitrail livide, Loin des maigres mauvais et des méchants pansus,
Loin des senteurs de viande et d'étoffes moisies, Farce prostrée et sombre aux gestes repoussants; —Et l'oraison fleurit d'expressions choisies, Et les mysticités prennent des tons pressants,
Quand, des nefs où périt le soleil, plis de soie Banals, sourires verts, les Dames des quartiers Distingués,—ô Jésus!—les malades du foie Font baiser leurs longs doigts jaunes aux bénitiers.
1871

CE QUI RETIENT NINA

LUI

Ta poitrine sur ma poitrine, Hein? nous irions, Ayant de l'air plein la narine, Aux frais rayons
Du bon matin bleu qui vous baigne Du vin de jour?... Quand tout le bois frissonnant saigne Muet d'amour
De chaque branche, gouttes vertes, Des bourgeons clairs, On sent dans les choses ouvertes Frémir des chairs;
Tu plongerais dans la luzerne Ton long peignoir, Divine avec ce bleu qui cerne Ton grand œil noir,
Amoureuse de la campagne, Semant partout, Comme une mousse de champagne, Ton rire fou!
Riant à moi, brutal d'ivresse, Qui te prendrais Comme cela,—la belle tresse, Oh!—qui boirais
Ton goût de framboise et de fraise, Ô chair de fleur! Riant au vent vif qui te baise Comme un voleur!
Au rose églantier qui t'embête Aimablement... Riant surtout, ô folle tête, À ton amant!...
Dix-sept ans! Tu seras heureuse! Oh! les grands prés, La grande campagne amoureuse! —Dis, viens plus près!...
Ta poitrine sur ma poitrine, Mêlant nos voix, Lents, nous gagnerions la ravine, Puis les grands bois!...
Puis, comme une petite morte, Le cœur pâmé, Tu me dirais que je te porte, L'œil mi-fermé...
Je te porterais, palpitante Dans le sentier... L'oiseau filerait son andante, Joli portier...
Je te parlerais dans ta bouche: J'irais, pressant Ton corps, comme une enfant qu'on couche Ivre du sang
Qui coule, bleu, sous ta peau blanche Aux tons rosés, Te parlant bas la langue franche... Tiens!... que tu sais...
Nos grands bois sentiraient la sève, Et le soleil Sablerait d'or fin leur grand rêve Sombre et vermeil!
Le soir?... Nous reprendrons la route Blanche qui court, Flânant, comme un troupeau qui broute, Tout à l'entour...
Les bons vergers à l'herbe bleue Aux pommiers tors! Comme on les sent tout une lieue, Leurs parfums forts!
Nous regagnerions le village Au ciel mi-noir; Et ça sentirait le laitage Dans l'air du soir:
Ça sentirait l'étable pleine De fumiers chauds, Pleine d'un rythme lent d'haleine, Et de grands dos
Blanchissant sous quelque lumière; Et, tout là-bas, Une vache fienterait fière, À chaque pas!...
—Les lunettes de la grand'mère Et son nez long Dans son missel, le pot de bière Cerclé de plomb
Moussant entre trois larges pipes Qui, crânement, Fument: dix, quinze, immenses lippes Qui, tout fumant,
Happent le jambon aux fourchettes Tant, tant et plus; Le feu qui claire les couchettes, Et les bahuts:
Les fesses luisantes et grasses D'un gros enfant Qui fourre, à genoux, dans des tasses, Son museau blanc
Frolé par un mufle qui gronde D'un ton gentil, Et pourlèche la face ronde Du cher petit...
Noire, rogue au bord de sa chaise, Affreux profil, Une vieille devant la braise Qui fait du fil;
Que de choses nous verrions, chère, Dans ces taudis, Quand la flamme illumine, claire, Les carreaux gris!...
—Et puis, fraîche et toute nichée Dans les lilas, La maison, la vitre cachée Qui rit là-bas...
Tu viendras, tu viendras, je t'aime, Ce sera beau! Tu viendras, n'est-ce pas? et même...

ELLE

Mais le bureau?
15 août 1870.

VÉNUS ANADYOMÈNE

Comme d'un cercueil vert en fer-blanc, une tête De femme à cheveux bruns fortement pommadés D'une vieille baignoire émerge, lente et bête, Montrant des déficits assez mal ravaudés;
Puis le col gras et gris, les larges omoplates Qui saillent; le dos court qui rentre et qui ressort. —La graisse sous la peau paraît en feuilles plates; Et les rondeurs des reins semblent prendre l'essor...
L'échine est un peu rouge, et le tout sent un goût Horrible étrangement,—on remarque surtout Des singularités qu'il faut voir à la loupe...
Les reins portent deux mots gravés: Clara Vénus —Et tout ce corps remue et tend sa large croupe Belle hideusement d'un ulcère à l'anus.
27 juillet 1870.


«Français de soixante-dix, bonapartistes, républicains, souvenez-vous de vos pères en 92, etc...»
Paul de Cassagnac (Le Pays)
Morts de quatre-vingt-douze et de quatre-vingt-treize Qui, pâles du baiser fort de la liberté, Calmes, sous vos sabots, brisiez le joug qui pèse Sur l'âme et sur le front de toute humanité;
Hommes extasiés et grands dans la tourmente, Vous dont les cœurs sautaient d'amour sous les haillons, Ô soldats que la Mort a semés, noble Amante, Pour les régénérer, dans tous les vieux sillons;
Vous dont le sang lavait toute grandeur salie, Morts de Valmy, Morts de Fleurus, Morts d'Italie, Ô Million de Christs aux yeux sombres et doux;
Nous vous laissions dormir avec la République, Nous, courbés sous les rois comme sous une trique: —Messieurs de Cassagnac nous reparlent de vous!
3 septembre 1870.

COMÉDIE EN TROIS BAISERS

Elle était fort déshabillée, Et de grands arbres indiscrets Aux vitres penchaient leur feuillée Malinement, tout près, tout près.
Assise sur ma grande chaise, Mi-nue elle joignait les mains. Sur le plancher frissonnaient d'aise Ses petits pieds si fins, si fins.
—Je regardai, couleur de cire Un petit rayon buissonnier Papillonner, comme un sourire, Sur son beau sein, mouche au rosier,
—Je baisai ses fines chevilles. Elle eut un long rire tris-mal Qui s'égrenait en claires trilles, Une risure de cristal...
Les petits pieds sous la chemise Se sauvèrent: «Veux-tu finir!» —La première audace permise, Le rire feignait de punir!
—Pauvrets palpitant sous ma lèvre, Je baisai doucement ses yeux: —Elle jeta sa tête mièvre En arrière: «Oh! c'est encor mieux!...»
«Monsieur, j'ai deux mots à te dire...» —Je lui jetai le reste au sein Dans un baiser, qui la fit rire D'un bon rire qui voulait bien...
—Elle était fort déshabillée Et de grands arbres indiscrets Aux vitres penchaient leur feuillée Malinement, tout près, tout près.

SENSATION

Par les soirs bleus d'été, j'irai dans les sentiers, Picoté par les blés, fouler l'herbe menue: Rêveur, j'en sentirai la fraîcheur à mes pieds. Je laisserai le vent baigner ma tête nue!
Je ne parlerai pas, je ne penserai rien; Mais l'amour infini me montera dans l'âme, Et j'irai loin, bien loin, comme un bohémien Par la Nature,—heureux comme avec une femme.
Mars 1870.

BAL DES PENDUS

Au gibet noir, manchot aimable, Dansent, dansent les paladins, Les maigres paladins du diable, Les squelettes de Saladins.
Messire Belzebuth tire par la cravate Ses petits pantins noirs grimaçant sur le ciel, Et, leur claquant au front un revers de savate, Les fait danser, danser aux sons d'un vieux Noël!
Et les pantins choqués enlacent leurs bras grêles: Comme des orgues noirs, les poitrines à jour Que serraient autrefois les gentes damoiselles, Se heurtent longuement dans un hideux amour.
Hurrah! les gais danseurs, qui n'avez plus de panse! On peut cabrioler, les tréteaux sont si longs! Hop! qu'on ne sache plus si c'est bataille ou danse! Belzebuth enragé râcle ses violons!
Ô durs talons, jamais on n'use sa sandale! Presque tous ont quitté la chemise de peau: Le reste est peu gênant et se voit sans scandale. Sur les crânes, la neige applique un blanc chapeau:
Le corbeau fait panache à ces têtes fêlées, Un morceau de chair tremble à leur maigre menton: On dirait, tournoyant dans les sombres mêlées, Des preux, raides, heurtant armures de carton.
Hurrah! la bise siffle au grand bal des squelettes! Le gibet noir mugit comme un orgue de fer! Les loups vont répondant des forêts violettes: À l'horizon, le ciel est d'un rouge d'enfer...
Holà, secouez-moi ces capitans funèbres Qui défilent, sournois, de leurs gros doigts cassés Un chapelet d'amour sur leurs pâles vertèbres: Ce n'est pas un monstier ici, les trépassés!
Oh! voilà qu'au milieu de la danse macabre Bondit dans le ciel rouge un grand squelette fou Emporté par l'élan, comme un cheval se cabre: Et, se sentant encor la corde raide au cou,
Crispe ses petits doigts sur son fémur qui craque Avec des cris pareils à des ricanements, Et, comme un baladin rentre dans la baraque, Rebondit dans le bal au chant des ossements.
Au gibet noir, manchot aimable, Dansent, dansent les paladins, Les maigres paladins du diable, Les squelettes de Saladins.

ROMAN

I

On n'est pas sérieux, quand on a dix-sept ans. —Un beau soir, foin des bocks et de la limonade, Ces cafés tapageurs aux lustres éclatants! —On va sous les tilleuls verts de la promenade,
Les tilleuls sentent bon dans les bons soirs de juin! L'air est parfois si doux, qu'on ferme la paupière; Le vent chargé de bruits,—la ville n'est pas loin,— A des parfums de vigne et des parfums de bière...

II

—Voilà qu'on aperçoit un tout petit chiffon D'azur sombre, encadré d'une petite branche, Piqué d'une mauvaise étoile, qui se fond Avec de doux frissons, petite et toute blanche...
Nuit de juin! Dix-sept ans!—On se laisse griser. La sève est du champagne et vous monte à la tête... On divague; on se sent aux lèvres un baiser Qui palpite là, comme une petite bête...