dimarts, 27 d’octubre de 2015

ALGUNS PRETOS SÃO BONS SEGUNDO O BRANCO MAS SÃO OS NOSSOS PRETOS OS DELES SÃO PÉSSIMOS Andava eu fora, quando alguns dos meus prêtos viéram encontrar-me com um mulato, desconhecido para mim, que me disséram ser chefe de uma comitiva, que me vinha procurar, para me pedir licença de ir comigo até ás margens do rio Cuito, e deixal-o acampar nos meus acampamentos, para segurança sua. Consenti no pedido, ainda que não de bom grado. N'essa noute, demorei-me a conversar com os meus pombeiros até tarde, e sentados á porta da minha barraca, discursàvamos sôbre as probabilidades que haveria de ser bem succedido o meu cirurgião Chacaiombe na sua empresa, quando eu senti para uma parte do campo um tinido singular. Era como o bater de martello em safra. Tive curiosidade de saber o que era aquillo, e mandei lá o meu Augusto. Voltou elle a dizer-me, que na parte do campo occupada pelas barracas do pombeiro Biheno que me pedira agasalho, se acorrentava uma leva de escravos chegados n'essa noute do Bihé. Nas barracas dos meus tudo dormia, excepto três ou quatro pombeiros que estavam junto de mim. Contive a còlera que me dominou por um momento, e mandei chamar o meu hòspede. Elle compareceu logo, e veio sentar-se junto da fogueira defronte de mim. Perguntei-lhe ¿o que era aquelle bater de ferro? Respondendo-me elle, que era a acorrentar umas cabecinhas que levava para vender no sertão. ¡No meu acampamento! onde tremulava a bandeira Portugueza, acorrentava-se uma leva de escravos! Continuei a fazer um grande esforço para me conter, e disse ao pombeiro, que fosse soltar tôdos aquelles desgraçados e m'os trouxesse livres. Elle negou-se a fazel-o, e respondeu-me com uma gargalhada de riso alvar. Perdi então a paciencia, e a raiva contida a custo transbordou violenta. Cego de furor, lancei-me por sôbre a fogueira áquelle boçal mulato, e já a minha faca o ia ferir de morte, quando vi, que algumas espingardas dos meus Quimbares lhe ameaçavam a cabeça, e por um d'esses reviramentos tão vulgares como ràpidos no meu espìrito, só pensei em salvar-lhe a vida. Ao meu grito de raiva, e ao barulho da luta, tinha-se levantado tôda a minha gente, e ameaçavam exterminar tôda a comitiva Bihena. Eu, que conhêço a ferocidade dos negros logo que se sentem fortes, tremi pela vida dos inocentes que podiam ser immolados. Era uma balburdia em que ninguem se entendia, e á excepção de 5 dos meus pombeiros que assistíram ao comêço da scena, tôdos ignoravam o que era aquillo, e só proferiam palavras de morte. Consegui dominar o tumulto e fazer me ouvir. Mandei o meu Augusto soltar os escravos, e trazel-os á minha presença, assim como tôdas as correntes e prisões que encontrassem nas barracas onde elles estavam. Mandei lançar ao rio Cuanza as prisões de ferro, reservando só aquellas com que prendi os prêtos, guardas da leva. Declarei aos escravos, que podiam ir-se, se quizessem, porque teria os seus guardas presos o tempo sufficiente para os não poderem alcançar. Desapparecêram tôdos, excepto uma pequena, que quiz ficar comigo, por não saber onde ir; e só na occasião de deixar o meu acampamento soltei e dei liberdade aos chefes e guardas d'aquelle rebanho de escravos. Passou-se o dia 13 sem haver noticias do meu cirurgião, e na noute d'esse dia distribui eu as cargas que pude distribuir, umas 87, separando ainda umas 12 que me custava a abandonar, e pondo em pilha aquellas que estavam irremediavelmente condenadas. Declaro que é difficil tal escolha. Creio que um dos peores problemas a resolver por um explorador, é escolher entre as cargas, indispensaveis tôdas, aquella que hade dispensar. Se não é mais difficil, é pelo menos tanto como achar o modo de determinar uma boa longitude. Ali abandonei tudo o que de commodidades eu tinha, tôda a alimentação que para mim levava, e parte da que levava para a minha gente, e algumas cargas de missanga que os meus companheiros me haviam cedido, e que, comprada em Loanda, era de valor problemàtico nos sertões em que me ia internar. Se no dia 14 de manhã não tivesse novas do Chacaiombe, as cargas condenadas seriam destruidas, queimando umas e lançando outras ao Cuanza. ¿Para quê? me perguntarám os meus leitores. Eu lhes respondo. O chefe de uma comitiva em marcha nos sertões da Àfrica, onde tivér de empregar carregadores, tem de inutilizar e tornar inaproveitaveis tôdos os objectos que fôr forçado a abandonar, e isto por duas razões, uma que diz respeito á sua propria gente, e outra ao gentio dos paizes que atravessa. Se consentio que os seus proprios carregadores aproveitem alguma cousa da carga abandonada, tôdos os dias terá carregadores doentes, que o obrigarám a abandonar cargas, para d'ali retirarem objectos em proveito proprio; organizando assim um industrioso roubo permanente. Por outro lado, sabendo o gentio da terra, que lhe deixam cargas por falta de carregadores, não deixará de ministrar ás comitivas futuras, na muita capata que lhe offerecem, um tòxico qualquer, que, se não matar, os torne doentes; obrigando assim o chefe a abandonar cargas em seu favor; o que não fazem, sabendo que nada aproveitam, porque tudo o que houvér de ser abandonado é inutilizado. Foi isto lição de Silva Porto, de que sempre fiz uso. No dia 14 de manhã, não tendo noticia do Chacaiombe inutilizei 61 cargas!

Entre Cubango e Cuanza

O paiz é abundante de caça, e encontra-se n'elle grande variedade de antìlopes, sendo os mais vulgares o Strepsiceros kudu, o Cephalophus mergens, o Cervicapra bohor, e o Oreas canna. Nas rochas de
carbonato de cal que formam o systema orogràphico do Dombe Grande, abundam os hyrax, e na planicie, entre as grandes e pomposas plantações de mandioca, vivem muitos hystrix, maiores um pouco do que os da Europa, e que causam ali grande estrago nas terras cultivadas. O valle do Dombe Grande é de certo a melhor porção de terreno da provincia de Angola. As suas condições de salubridade não sam más, e o solo é de grande fertilidade. Um porto de mar, o Cúio, dista apenas alguns kilòmetros do maior centro de producção.

As montanhas que enquadram o valle, sam cheias de minerio, e já tem estado em exploração, sempre em pequena escala, por falta de capitaes. Ha ali enxôfre e cobre.

A população indìgena é de bôa ìndole e trabalhadora, tanto quanto o pode ser um prêto abandonado a si mesmo.

Entre o Dombe e Quilengues o paiz é deserto. Pelo caminho que segui há falta de àgua, e a vegetação, pobre ao principio, toma luxuriante esplendor ao passo que nos approximamos de Quilengues.

Seguindo o curso do rio Coporolo não ha falta de àgua, e ouvi dizer, que se encontra sempre uma vegetação rica. Contudo, o paiz mesmo por ali não é habitado.

Ao sahir do Dombe o terreno eleva-se bruscamente a 550 metros, e um systema de montanhas que corre N.S. forma pequenos valles que se vam elevando gradualmente até atingir 900 metros em Quilengues. No rio Canga começa o terreno granìtico, e com elle uma vegetação mais pomposa. Todos os rios designados no Mappa até Quilengues sam apenas torrentes na estação chuvosa, mas em muitos é possivel encontrar àgua na estia, cavando poços nos seus leitos arenosos. O proprio Coporolo está sujeito a esta condição de pobreza.

Quilengues é um extenso e fertil valle, em condições iguaes ao do Dombe; tendo por em quanto muito menos valor, por falta de communicações com a costa.

A sua população é densa, e nas suas campinas pastam milhares de cabeças de gado vaccum de excellente raça.

Os Quilengues sam fortes e aguerridos, e nos ataques que dirigem contra os Mundombes sam sempre vencedores; o que os não impede de serem vencidos pelos povos do Nano, que descem ali a roubar gados e gente.

Estes povos de Quilengues, como os do Dombe, sam avassalados a El-Rei de Portugal, mas não sam tão submissos como os Mundombes.

Tem de certo um futuro o paiz de Quilengues, quando faceis communicações o ligarem á costa, á Huila e a Caconda, e quando fôr administrado como o deve ser.

De Quilengues a Caconda o caminho é por Caluqueime, paiz muito povoado; mas eu segui outro, por motivos que cito na minha narrativa.

Ao sahir de Quilengues para o S.E. encontra-se a alta serra de Quilengues, que se eleva ràpidamente a 1750 metros, e que eu passei na parte chamada Monte Quissécua.

Ali começa o grande planalto da Àfrica Austral, e d'ali ao Bihé a planicie enorme conserva aquella altitude, tendo apenas ligeiras depressões nos leitos dos rios, e um ou outro pequeno systema de montanhas isoladas.

D'este planalto já correm rios permanentes, sendo o primeiro que encontrei n'estas condições affluente do Cunene.

A vegetação arbòrea no planalto não é já tão forte como em Quilengues, mas a herbàcea é mais rica, se é possivel sel-o.

O terreno continúa granìtico, e começa a apparecer n'elle maior abundancia de termites. As ùnicas povoações que se encontram no caminho que segui sam Ngola e Catonga, de que ja falei detidamente.

Em Caconda o paiz é um pouco mais accidentado, devendo ser não menos rico e productivo do que o de Quilengues.

É cortado de rios permanentes, que o regam em todas as direcções, affluindo ao Catapi, affluente do Cunene.

A febre miasmàtica é endèmica em Caconda, como em Quilengues e como na costa; mas apresenta ali um caracter mais benigno, e raras vezes faz vìctimas.

Eu julgo Quilengues nas mesmas condições de salubridade de Caconda.

As condições climatològicas do paiz de Caconda é que já differem essencialmente das da costa, e mesmo das de Quilengues.

Apenas 13° e 44' distante do Equador, o clima, que deveria ser ardente, é temperado pela altitude enorme a que se encontra; mas está por isso mesmo sujeito ás bruscas mudanças que se dam entre o dia e a noite em todo o planalto. Ha ali uma luta constante entre a altitude e a latitude, sendo que esta impera de dia quando um sol a prumo dardeja raios de fogo, e aquella de noute quando uma altura de 1700 metros nos faz viver n'uma atmosphera tão rarefeita.

Lembra-me aqui que o Anchieta me dizia, que se viveria òptimamente em Caconda, se uma màchina em contacto com um thermòmetro, nos fosse deitando cobertores na cama á medida que o thermòmetro descesse, durante o somno.

Esta grande desigualdade de temperatura entre o dia o a noute dá-se quando o sol tem declinação Norte, porque durante o tempo em que elle anda ao sul do Equador é ella muito menor.

Sempre ouvi dizer, que em Caconda produzem as frutas da Europa, mas infelizmente não o sei de sciencia propria, que nenhumas ali encontrei; todavia, creio que se poderám ali aclimatar. A batata é muito boa e produz muito, não só ali como em todo o planalto; mas é tão difficil o seu transporte para Benguella, que a batata que se consome ali vai de Lisboa.

Ha muito boa hortaliça e legumes da Europa, que se dam bem em todo o planalto.

Perto da fortaleza, a população é rara, mas a uma certa distancia está condensada; sendo governada por chefes independentes.

De Caconda ao Bihé o paiz é muito populoso, e, se menos pastores do que os povos até Caconda, sam um pouco mais agricultores.

Nos paizes do Nano, Huambo, Sambo e Moma, os povos sam mais bruscos, mais aguerridos e independentes.

Os terrenos, como se vê no mappa, sam cortados de rios que dividem as suas àguas para tres grandes arterias, o Cunene, o Cubango e o Cuanza.

Ao N. das terras do Sambo, o planalto forma um enorme descampado, a que chamam no paiz a Enhana de Ambamba, terreno alagadiço onde nascem cinco rios importantes, dois dos quaes vam ao Norte e tres ao Sul.

Dos que vam ao Norte, um é o Québe, que vai entrar no mar por 10° 50' de Latitude S., junto ás Tres Pontas, entre Novo Redondo e Benguella Velha.

Este rio na parte inferior do seu curso toma o nome de Cuvo. O outro é o Cutato das Mongoias, que corre ao N. a afluir ao Cuanza. 

Os tres que correm ao S. sam o Cunene, o Cubango e o Cutato dos Ganguelas, que se une ao Cubango.

O maior systema de montanhas que encontrei é uma serra que corre de N.E. a S.O. ao N. do paiz do Huambo, em cujas vertentes nascem o Caláe e o Cuçúce, que se unem para affluir ao Cunene.

Uma grosseira observação do aneroide indicou-me o seu cume a mais de 2500 metros acima do nivel do mar.

Fazendo excepção á minha regra de não baptizar em Àfrica rios ou montes, dei a esta serra o nome de Andrade Corvo, por ser designada no paiz apenas por serra do Huambo.

Não encontrei entre os indìgenas vestigios de ter o paiz outro minerio àlém do ferro, o que não quer dizer que o não haja.

O terreno é ainda granìtico, e o solo pode dizer-se que em muitos pontos é de formação animal, pois que é construido pelas termites.

Àlém da disposição especial que encontrei no terreno termìtico das margens do Cutato dos Ganguellas, encontram-se 4 differentes construcções termìticas, que suponho pertencerem a 4 differentes especies.

dissabte, 24 d’octubre de 2015

Não é preciso ser visionário para se compreender que o Mundo futuro pouco se parecerá com o de hoje. Daqui a alguns séculos, nenhum homem que passe neste mesmo sítio ou se detenha a olhar este mesmo céu e esta mesma serra, pensará já como nós pensamos. Eu, às vezes, não se ria de mim, sinto-me esse homem. Tu que já mataste a morte, que já criaste o novo mundo sobre o mundo em que vivemos, que já tens uma outra noção do Homem e do Universo, dificilmente compreenderás como nos foi possível viver assim. Este romance, será uma voz remota que dirá quanto sofremos e lutamos para que tu possas viver de outra maneira. [...] Sei que te apossarás do Universo, que dominarás os seus segredos e as suas leis e que te tornarás senhor da vida. Mas tu que triunfaste da morte e dos instintos, que és inteligência e não paixão, compreensão e não ressentimento, não te rias de nós, porque sem nós não terias existido, porque és filho da nossa inquietação milenária Eu sei que quando a Humanidade se encontrar dividida em duas épocas distintas - a que obedecia, mísera, efémera, desgraçada, à lei da morte e a que sobre essa lei triunfou - tu, meu irmão, estarás tão longe de nós e serás tão diferente, que até estas inumeráveis vidas que têm morrido não querendo morrer, parecer-te-ão lendárias, mesquinhas, tristes coisas que não se pertenciam, rebanho de sombras que cobria, inutilmente o planeta inteiro. Então, todos os séculos que já vivemos e que viveremos ainda sob o despotismo da morte, a odiarmo-nos uns aos outros, a massacrarmo-nos uns aos outros, a expoliarmo-nos uns aos outros, parecer-te-ão a ti que triunfaste da morte, e dos instintos, que és inteligência e não paixão, compreensão e não ressentimento, uma vasta, sombria e muda planície.TODO O DANTAS TODO O MURAT E TODO O NAPOLEÃO ENFIM, TODO O MEGALOMANÍACO OU TODO O VENDIDO OU ESCRAVO DE UMA MEGALOMANIA ASPIRA À IMORTALIDADE DA CARNE OU DA ETERNIDADE DA ALMA CALMA TU QUE ÉS CARNE QUE O IMPÉRIO TECE EM CADA PRECE NESSE SOL VÃO QUE TE AQUECE A CARNE FÚTIL QUE APODRECE .......MEU IRMÃO LONGÍNQUO, SE NÃO PUDERES CONTINUAR A VIVER NA TERRA QUANDO O SOL SE APAGAR, NÃO ME DEIXES, AQUI, ENTRE OS MORTOS . ETERNIDADE 1933 Ferreira de CASTRO ANTES DE PARTIRES PARA OUTRO SISTEMA PLANETÁRIO QUE A TUA CIÈNCIA HOUVER CONQUISTADO, ESCAVA NO CHÃO ONDE EU E QUEM O MEU CORAÇÃO TIVER AMADO DORMIRMOS O ÚLTIMO SONO E LEVA CONTIGO UM POUCO DE PÓ QUE GUARDE, AINDA, ALGO DE NÓS , ASSIM, BATEREI AS BOTAS COM A SENSAÇÃO QUE VIVEREI MAIS, DE QUE NÃO FICAREI ABANDONADO ENTRE OS DESTROÇOS, QUANDO DO QUE FUI JÁ NÃO PERSISTIR SEQUER O FRÁGIL CONFORTO DA MINHA POBRE E ATORMENTADA IMAGINAÇÃO

dijous, 22 d’octubre de 2015

CARALHO É SIGNO ÉPICO MESMO...SIGNO DO APOCALIPSE ..Enquanto mundo houver. “Amém! amém! Com voz atroadora Os deuses todos urram; E os ecos das olímpicas abóbodas “Amém! amém!” sussurram IN HOC SIGNO VINCES OU APANHAS SÍFILIS E AIDS Vassoura terrível dos cus indianos, por anos e anos, fodendo passou, levando de rojo donzelas e putas, no seio das grutas fodendo acabou! E com sua morte milhares de gretas fazendo punhetas saudosas deixou...VÃO SE FODER COM OS SIGNOS E NÃO ME CUTUQUEM MAIS O CARALHO TÁ SEUS BIDUS DE ___________ COMPLETA COM UM SIGNO SE FAZ FAVOR SEU BIDU Que tens, caralho, que pesar te oprime que assim te vejo murcho e cabisbaixo sumido entre essa basta pentelheira, mole, caindo pela perna abaixo? Nessa postura merencória e triste para trás tanto vergas o focinho, que eu cuido vais beijar, lá no traseiro, teu sórdido vizinho! Que é feito desses tempos gloriosos em que erguias as guelras inflamadas, na barriga me dando de contínuo tremendas cabeçadas? Qual hidra furiosa, o colo alçando, co'a sanguinosa crista açoita os mares, e sustos derramando por terras e por mares, aqui e além atira mortais botes, dando co'a cauda horríveis piparotes, assim tu, ó caralho, erguendo o teu vermelho cabeçalho, faminto e arquejante, dando em vão rabanadas pelo espaço, pedias um cabaço! Um cabaço! Que era este o único esforço, única empresa digna de teus brios; porque surradas conas e punhetas são ilusões, são petas, só dignas de caralhos doentios. Quem extinguiu-te assim o entusiasmo? Quem sepultou-te nesse vil marasmo? Acaso pra teu tormento, indefluxou-te algum esquentamento? Ou em pívias estéreis te cansaste, ficando reduzido a inútil traste? Porventura do tempo a dextra irada quebrou-te as forças, envergou-te o colo, e assim deixou-te pálido e pendente, olhando para o solo, bem como inútil lâmpada apagada entre duas colunas pendurada? Caralho sem tensão é fruta chocha, sem gosto nem cherume, lingüiça com bolor, banana podre, é lampião sem lume teta que não dá leite, balão sem gás, candeia sem azeite. Porém não é tempo ainda de esmorecer, pois que teu mal ainda pode alívio ter. Sus, ó caralho meu, não desanimes, que ainda novos combates e vitórias e mil brilhantes glórias a ti reserva o fornicante Marte, que tudo vencer pode co'engenho e arte. Eis um santo elixir miraculoso que vem de longes terras, transpondo montes, serras, e a mim chegou por modo misterioso. Um pajé sem tesão, um nigromante das matas de Goiás, sentindo-se incapaz de bem cumprir a lei do matrimônio, foi ter com o demônio, a lhe pedir conselho para dar-lhe vigor ao aparelho, que já de encarquilhado, de velho e de cansado, quase se lhe sumia entre o pentelho. À meia-noite, à luz da lua nova, co'os manitós falando em uma cova, compôs esta triaga de plantas cabalísticas colhidas, por sua próprias mãos às escondidas. Esse velho pajé de pica mole, com uma gota desse feitiço, sentiu de novo renascer os brios de seu velho chouriço! E ao som das inúbias, ao som do boré, na taba ou na brenha, deitado ou de pé, no macho ou na fêmea de noite ou de dia, fodendo se via o velho pajé! Se acaso ecoando na mata sombria, medonho se ouvia o som do boré dizendo: "Guerreiros, ó vinde ligeiros, que à guerra vos chama feroz aimoré", — assim respondia o velho pajé, brandindo o caralho, batendo co'o pé: — Mas neste trabalho, dizei, minha gente, quem é mais valente, mais forte quem é? Quem vibra o marzapo com mais valentia? Quem conas enfia com tanta destreza? Quem fura cabaços com mais gentileza?" E ao som das inúbias, ao som do boré, na taba ou na brenha, deitado ou de pé, no macho ou na fêmea, fodia o pajé. Se a inúbia soando por vales e outeiros, à deusa sagrada chamava os guerreiros, de noite ou de dia, ninguém jamais via o velho pajé, que sempre fodia na taba na brenha, no macho ou na fêmea, deitando ou de pé, e o duro marzapo, que sempre fodia, qual rijo tacape a nada cedia! Vassoura terrível dos cus indianos, por anos e anos, fodendo passou, levando de rojo donzelas e putas, no seio das grutas fodendo acabou! E com sua morte milhares de gretas fazendo punhetas saudosas deixou... Feliz caralho meu, exulta, exulta! Tu que aos conos fizeste guerra viva, e nas guerras de amor criaste calos, eleva a fronte altiva; em triunfo sacode hoje os badalos; alimpa esse bolor, lava essa cara, que a Deusa dos amores, já pródiga em favores hoje novos triunfos te prepara, graças ao santo elixir que herdei do pajé bandalho, vai hoje ficar em pé o meu cansado caralho! Vinde, ó putas e donzelas, vinde abrir as vossas pernas ao meu tremendo marzapo, que a todas, feias ou belas, com caralhadas eternas porei as cricas em trapo... Graças ao santo elixir que herdei do pajé bandalho, vai hoje ficar em pé o meu cansado caralho! Sus, caralho! Este elixir ao combate hoje tem chama e de novo ardor te inflama para as campanhas do amor! Não mais ficará à-toa, nesta indolência tamanha, criando teias de aranha, cobrindo-te de bolor... Este elixir milagroso, o maior mimo na terra, em uma só gota encerra quinze dias de tesão... Do macróbio centenário ao esquecido mazarpo, que já mole como um trapo, nas pernas balança em vão, dá tal força e valentia que só com uma estocada põe a porta escancarada do mais rebelde cabaço, e pode em cento de fêmeas foder de fio a pavio, sem nunca sentir cansaço... Eu te adoro, água divina, santo elixir da tesão, eu te dou meu coração, eu te entrego a minha porra! Faze que ela, sempre tesa, e em tesão sempre crescendo, sem cessar viva fodendo, até que fodendo morra! Sim, faze que este caralho, por tua santa influência, a todos vença em potência, e, com gloriosos abonos, seja logo proclamado, vencedor de cem mil conos... E seja em todas as rodas, d'hoje em diante respeitado como herói de cem mil fodas, por seus heróicos trabalhos, eleito rei dos caralhos!

..No intuito de perpetuar estes versos de um poeta nosso bem conhecido, os fazemos publicar pela imprensa, o que sem dúvida pode salvar do naufrágio  do esquecimento poesias tão excelentes em seu gênero, e cuja perpetuidade alguns manuscritos, por aí dispersos e raros, não podem garantir das injúrias do tempo”, informa o editor anônimo.                                              
BERNARDO GUIMARÃES (1825-1884)–


Que tens, caralho, que pesar te oprime
Que assim te vejo murcho e cabisbaixo,
Sumido entre essa basta pentelheira,
Mole, caindo pela perna abaixo?

Nessa postura merencória e triste,
Para trás tanto vergas o focinho,
Que eu cuido vais beijar, lá no traseiro,
         Teu sórdido vizinho!

Que é feito desses tempos gloriosos,
Em que erguias as guelras inflamadas
Na barriga me dando, de contínuo,
         Tremendas cabeçadas?

Um cabaço! que era este o único esforço,
Única empresa digna de teus brios;
Porque surrados conos e punhetas
         São ilusões, são petas,
Só dignas de caralhos doentios.

Quem extinguiu-se assim o entusiasmo?
Quem sepultou-te nesse vil marasmo?
Acaso pra o teu tormento
Endefluxou-te algum esquentamento?

Ou em pívias estéreis te cansaste,
Ficando reduzido a inútil traste?
Porventura do tempo a destra irada
Quebrou-te as forcas, envergou-te o colo,

E assim deixou-te, pálido e pendente,
 Olhando para o solo,
Bem como inútil lâmpada apagada
Entre duas colunas pendurada? 
BERNARDO GUIMARÃES (1825-1884)–

Estava Vênus gentil junto da fonte,
           Fazendo o seu pentelho
Com todo o jeito, pra que não ferisse
           Das crinas o aparelho.

Tinha de dar o cu naquela noite
           Ao grande pai Anquises,
O qual com ela, se não mente a fama,
          Passou dias felizes.

Lavava bem o cu, pois resolvia
          Na mente altas ideias:
Ia gerar naquela noite heróica foda
         O grande e pio Enéias.

Mas a navalha tinha o fio rombo,
         E a deusa, que gemia,
Como quem espremia uma cagada,
         Caretas mil fazia.

Nesse entretanto a ninfa Galatéia
         Acaso ali passava,
E vendo a deusa assim tão agachada<
         Julgou que ela cagava.

Ora porra! — bradou a deusa irada,
         E nisto o rosto volta;
A ninfa, que conter-se não podia,
         Uma risada solta.

A travessa menina mal pensava
        Que com tal brincadeira
Ia ferir a mais mimosa parte
         Da deusa regateira.

Já ia arrependida aos pés prostrar-se
         De Vênus indignada;
Mas esta ardendo em fúria a nada atende
         E em rouco tom lhe brada:

“Vê que fizeste, desastrada ninfa?
        “Que crime cometeste?
“Que castigo há, que puna um atentado
        “Enorme como é este?...

Assim por mais de um mês inutilizas
        “O vaso das delícias;
“Em que hei de empregar das longas noites
        “As horas tão propícias?...

“Ó pai potente, ó Júpiter tonante,
        “E tu, Mavorte invicto,
“Meus rogos escutai, acudi prontos
        “De minha dor ao grito.

“Este cono que agora eu pretendia
        “Levar bem fresco e limpo
“A fartas de prazeres toda a chusma
        “Dos deuses do alto Olimpo.

“Vede em que triste estado... Ah! que esta vida
        “Em sangue já esvai-me!
“Ó deuses que quereis ter foda certa,
        “Vingai-vos e vingai-me.

Ó ninfa, o cono teu sempre atormentem
        “Perpétuas comichões...
“E não aches jamais quem nele queira
        “Vazar os seus colchões!

“Fique esse cu largo e escancarado,
        “Que o mesmo deus Príapo
“Sinta nele folgado e pequenino
         “O burrical marzapo.

“Em negra podridão imundos vermes
        “Roam-te sempre a crica,
“E à vista dela sinta-se banzeira
       “A mais valente pica.

“De eterno enquentamento flagelado
       “Verta fétidos jorros
“Que faça horror e nojo a todo mundo,
        “Até mesmo aos cachorros”. 
BERNARDO GUIMARÃES (1825-1884)–

“VINDE, ó putas  e  donzelas,
Vinde abrir as vossas pernas
Ao meu tremendo marzapo,
Que a todas, feias ou belas,
Como caralhadas eternas,
Porei as cricas em trapo.
Graças ao santo elixir,
Que herdei do Pagé bandalho,
Vai hoje ficar em pé
O meu cansado caralho!

A ORIGEM DO MÊNSTRUO

ESTE elixir milagroso,
O maior mimo da terra,
Em uma só gota encerra
Quinze dias de tesão;
Do macróbio centenário
Ao esquecido marzapo,
Que já mole como um trapo
Nas pernas balança em vão,
Dá tal força e valentia,
Que só com uma estocada
Põe a porta escancarada
Do mais rebelde cabaço,
E pode um cento de fêmeas
Foder de fio a pavio,
Sem nunca perder o brio,
Sem nunca sentir cansaço.

Eu te adoro, água divina,
Santo elixir do tesão,
Eu te dou meu coração,
Eu te entrego a minha porra,
Faze, que ela sempre tesa,
E em tesão sempre crescendo,
Sem cessar viva fodendo,
Até que fodendo morra.
Sim faze que este caralho,
Por tua santa influência,
A todos vença em potência,
E com gloriosos abonos
Seja logo proclamado
Vencedor de cem mil conos.
E seja em todas as rodas
De hoje em diante respeitado,
Como herói de cem mil fodas,
Por seus heróicos trabalhos
Eleito Rei dos caralhos.

SUS caralho, este elixir
Ao combate hoje te chama,
E de novo ardor se inflama
Para as campanhas de amor!
Não mais ficarás à toa
Nesta  indolência tamanha,
Criando teias de aranha,
Cobrindo-te de bolor.
BERNARDO GUIMARÃES (1825-1884)–
Fábula inédita de Ovídio,
 achadas nas

escavações de Pompéia
e vertida em vulgar

PR Simão de Nântua.

E AO som das inúbias
Ao som do boré,
Na taba ou na brenha,
Deitado ou de pé,
No macho ou na fêmea
Fodia o Pagé.

Se a inúbia soando
Por vales e outeiros,
À dança sagrada
Chamava os guerreiros,
Nos grau prazenteiros,
De noite ou de dia
Ninguém jamais via
O velho Pajé,
Que sempre fodia
Na taba ou na brenha,
No macho ou na fêmea,
Deitado ou de pé.

E o duro marzapo,
Que sempre fodia
Qual rijo tacape,
A nada cedia! 
BERNARDO GUIMARÃES (1825-1884)–

VASSOURA terrível
Dos cus indianos
Por anos e anos
Fodendo passou,
Levando de rojo
Donzelas e putas,
No seio das grutas
Fodendo acabou!
E com sua morte
Milhares de gretas
Fazendo punhetas
Saudosas deixou!...


FELIZ caralho meu, exulta, exulta!
Tu, que aos conos fizeste guerra viva,
E nas guerras de amor criaste calos,
         Eleva a fronte altiva.
Em triunfo sacode hoje os badalos,
Alimpa esse bolor, lava essa cara,
         Que a Deusa dos Amores,
         Já pródiga em favores,
Hoje novos triunfos te prepara.

PORÉM não é tempo ainda
         De esmorecer,
Pois que teu mal ainda pode
         Alívio ter.

Ao som das inúbias,
Ao som do boré,
Na taba ou na brenha,
Deitado ou de pé,
No macho ou na fêmea,
De noite ou de dia,
Fodendo se via
o velho Pagé!

MAS neste trabalho,
Dizei, minha gente,
Quem é mais valente.
Mais forte quem é?
Quem vibra o marzapo
Com mais valentia?
Quem conos enfia
Com tanta destreza?
Quem fura cabaços
Com mais gentileza?

OUVIU-LHE estas palavras piedosas
         No Olimpo o grão tonante,
Que uma pívia ao sacana Cupido,
         Comia neste instante.

Comovido no íntimo do peito
         Das lástimas — que ouviu,
Manda ao menino que depressa acuda
         À puta que o pariu:

Ei-lo que pronto tange o veloz carro
         De concha alabastrina,
Que quatro aladas porras vão tirando
         Na esfera cristalina>

Cupido, que as conhece, as rédeas bate
         À rápida quadriga;
Com a voz ora as alenta, ora com a ponta
         Das setas as fustiga.

Já desde aos bosques, onde, a mãe aflita
         Em mísera agonia
Com sangue de seu cono o verde musgo
         De púrpura tingia.

NO carro a toma, e num momento chega
         À olímpica morada,
Onde a turba dos Deuses reunida
         A espera consternada.

Vulcano, vendo o estado da consorte,
         Mil pragas vomitou;
Marte, zangado, deu tamanhos berros
         Que o céu todo atroou.

Vendo o rival sorriu-se a furto,
         Lembrando o antigo pleito,
Minerva fingindo dó; mas lá consigo
         Resmoneou — Bem feito!

Já Mercúrio os emplastros aparelha
         Para a venérea chaga
Contente por saber que de tal cura
         Terá bem certa a paga.

Coube a Apolo lavar dos roxos lírios
         O sangue que corria;
E o terrível tesão que o atormentava,
         Conter já não podia.

JOVE sustém a filha em seus joelhos,
         A cinge com os seus braços,
Com palavras a alenta, com sorrisos,
         Com beijos, com abraços. 
BERNARDO GUIMARÃES (1825-1884)–

Depois subindo ao Trono rutilante
         Com carrancudo aspecto,
Destarte fala em voz altissonante,
         E lavra este decreto:

“Ouvi, ó filha, os  teus justos lamentos,
         “E agora sem detença
“Para castigo desse enorme crime,
         “Vou lavrar a sentença.

“Não chores filha, que esse ultraje feito

         “Ao teu divino cono

“Será vingado, e tudo o que disseste

         “Agora sanciono.

“Mas ainda é pouco; a todas as mulheres
         “Estenda-se o castigo
“Para expiar o crime que esta infame
         “Ousou para contigo.

PARA punir tão bárbaro atentado,

         “Toda a humana crica

“De hoje em diante, lá de tempo em tempo,

         “Escorra sangue em bica.


“E para memória eterna chore sempre

         “O cono da mulhe
r
“Com lágrimas de sangue e caso infando,

“Enquanto mundo houver.

“Amém!  amém! Com voz atroadora

         Os deuses todos urram;

E os ecos das olímpicas abóbodas

         “Amém! amém!” sussurram

dimarts, 20 d’octubre de 2015

E NO DÉCIMO DIA DA DESOLAÇÃO JÁ OS HOMENS COMIAM OUTROS HOMENS ......E AS ÁGUAS DA RIBEIRA DAS NAUS TROUXERAM GROSSOS MADEIROS QUE COBRIRAM DE LENHA A SÉ E MAIS ALÉM E DAS ZONAS MAIS POBRES DESTA CIDADE CHEIA DE MENDIGOS OUVIAM-SE OS CÃES A LATIR E A COMER OS VIVOS E OS MORTOS ....E NESSE ANO TUDO CHEGOU A LISBOA ASSOLADA PELO MAR E PELA TERRA FREMENTE E NO INVERNO AS MALEITAS COBRARAM O SEU TRIBUTO NOS NASCIDOS HÁ POUCOS DIAS E NOS VELHOS DE 50 E 60 ANOS QUE TEIMAVAM EM NÃO PARTIR DESTE INFERNO DE PEDRA SOLTA E DE TENDAS SUJAS QUE ERA E SERIA LISBOA POR MUITOS E MAUS ANOS ----1755 ANNUS HORRIBILIS ...CENÁRIO APOCALÍPTICO MAS DURANTE DEZ MESES ATÉ NEM FOI MAU ...HÁ QUE SER POSITIVO ....BARQUILHOS VENDIAM-SE DESDE O ROSSIO À RIBEIRA DAS NAUS ...FARTURAS COM CANELA E ATÉ GELADOS PARA QUEM TINHA GUITO COM GELO VINDO SABE-SE LÁ DE ONDE ...E ATÉ LEQUES DE PAPEL PLISSADO SE VENDIAM NESSA LISBOA RICA E FARTA .....ONDE ATÉ OS PEDINTES BEBERRICAVAM UMA LIMONADINHA NAQUELE DIA QUENTE DE VERA CANÍCULA O PRIMEIRO DO MÊS DE NOVEMBRO ....O ONE OF ELEVEN DE 1755 ONDE ATÉ O INDIAN SUMMER ESTAVA QUENTINHO E O VERÃO DE SÃO MARTINHO LEVAVA CHUSMAS DE GENTES POBRES EM TRAJES MENORES A PASSEAR PELOS CAMINHOS SUJOS E POEIRENTOS DA SUJA LISBOA ONDE A POEIRA DOS CAMINHOS ERA ESPESSA E MORNA E OS VENDEDORES DE LIMONADA NO ROSSIO FAZIAM MAIS VINTÉNS E MESMO PATACÕES DO QUE OS VENDEDORES DE CASTANHAS ASSADAS QUE SÓ ANDAVAM A GASTAR CARVÃO E TOJOS DA SERRA SALOIA ..E NESSE CENÁRIO APOCALÍPTICO DE 1755 OS ESPANHÓIS NUESTROS HERMANITOS LEVANTARAM AS TAXAS ALFANDEGÁRIAS E AFOGARAM A MISÉRIA EM TRIGO ANDALUZ E CASTELAÑO VENDIDO A BAIXOS PREÇOS AOS SOBREVIVENTES QUE CONSEGUIAM CHEGAR À RAIA ...A INGLATERRA NOSSA FIEL ALIADA ENVIA PARA O APOCALIPSE TECTÓNICO 300 MIL CRUZADOS E 200 MIL PATACAS PARA OBVIAR A FALTA DE TROCOS E AINDA 6000 BARRICAS DE CARNE BEM SALGADA E PARA UNTAR TUDO 4000 BARRICAS DE MANTEIGA BEM GORDINHA E 1200 SACAS ESPANHOLAS DE ARROZ E DEZ MIL QUINTAIS DE FARINHA PARA FAZER O PÃO QUE MATA A FOME A LISBOA ARRASADA POR DEUS E PELOS HOMENS.

E DOS NAVIOS INGLESES CHEGARAM

FARTAS ARCAS CHEIAS DE VESTUÁRIO

EM SEGUNDA MÃO 

E POR VEZES EM TERCEIRA E QUARTA 

DOADO ÀS POBRES 

GENTES SEMI-NUAS QUE JÁ COMEÇAVAM


A ARREFECER 

dijous, 15 d’octubre de 2015

THE CULTIVATED MAN Here someone may think : This process of cultivation is evidently a long, slow, artificial process ; I prefer the genius, the man of native power or skill, the man whose judgment is sound and influence strong, though he cannot read or wr ite the born inventor, orator, or poet. So do we all. Men have always reverenced prodigious inborn gifts, and always will. Indeed, barbarous men always say of the possessors of such gifts : These are not men, they are gods. But we teach ers who carry on a system of popular education, which is by far the most complex and valuable invention of this century, know that we have to do, not with the highly gifted units, but with the millions who are more or less capable of being cultivated by the long, patient, artificial training called education. For us and our system, the genius is no standard, but the cultivated man is. To his stature we and many of our pupils may in time attain. There are two principal differences between the present ideal of cultivation and that which prevailed at the beginning of the nineteenth cen tury. All thinkers agree that the horizon of the human intellect has widened wonderfully during the past hundred years, and that the scientific method of inquiry, which was known to but very few when the nineteenth century began, has been the means of that widening. This method has be come indispensable in all fields of inquiry, in cluding psychology, philanthropy, and religion; and therefore intimate acquaintance with it has become an indispensable element in culture. As Matthew Arnold pointed out more than a gen eration ago, educated mankind is governed by two passions one the passion for pure know ledge, the other the passion for being of service or doing good. Now, the passion for pure know ledge is to be gratified only through the scientific method of inquiry. In Arnold s phrases the first step for every aspirant to culture is to endeavor to see things as they are, or " to learn, in short, the will of God." The second step is to make that will prevail, each in his own sphere of action and influence. This recognition of science as pure knowledge, and of the scientific method as the universal method of inquiry, is the great addition made by the nineteenth century to the idea of culture. I need not say that within that century what we call science, pure and applied, has trans formed the world as the scene of the human drama; and that it is this transformation which has compelled the recognition of natural science as a fundamental necessity in liberal education. The most convinced exponents and advocates of humanism now recognize that science is the "paramount force of the modern, as distinguished from the antique and the mediaeval spirit," * and that "an interpenetration of humanism with science, and of science with humanism, is the condition of the highest culture." A second modification of the earlier idea of cultivation was advocated by Ralph Waldo Em erson more than two generations ago. He taught that the acquisition of some form of manual skill and the practice of some form of manual labor were essential elements of culture. This idea has more and more become accepted in the system atic education of youth ; and if we include ath letic sports among the desirable forms of manual skill and labor, we may say that during the last two CENTURIES SEE John Addington Symonds, Culture. To produce the cultivated man, or at least the man capable of becoming cultivated in after-life, has long been supposed to be one of the funda mental objects of systematic and thorough edu cation. The ideal of general cultivation has been one of the standards in education. It is often asked : Will the education which a given insti tution is supplying produce the cultivated man ? Or, Can cultivation be the result of a given course of study ? In such questions there is an implica tion that the education which does not produce the cultivated man is a failure, or has been mis conceived, or misdirected. Now, if cultivation were an unchanging ideal, the steady use of the conception as a permanent test of educational processes might be justified; but if the culti vated man of to-day is, or ought to be, a distinctly different creature from the cultivated man of a century ago, the ideal of cultivation cannot be appealed to as a standard without preliminary ex planations and interpretations. It is the object of this paper to show that the idea of cultivation in the highly trained human being has undergone substantial changes during the last century. I ought to say at once that I propose to use the term " cultivated man " in only its good sense in Emerson s sense. In this paper, he is not to be a weak, critical, fastidious creature, vain of a little exclusive information or of an uncommon knack in Latin verse or mathematical logic ; he is to be a man of quick perceptions, broad sym pathies, and wide affinities ; responsive, but inde pendent ; self-reliant, but deferential ; loving truth and candor, but also moderation and proportion ; courageous, but gentle ; not finished, but perfect ing. All authorities agree that true culture is not exclusive, sectarian, or partisan, but the very op posite ; that it is not to be attained in solitude, but in society ; and that the best atmosphere for culture is that of a school, university, academy, or church, where many pursue together the ideals of truth, righteousness, and love.

The gentleman could ride well, dance gracefully, 
and fence with skill. But the modern conception 
of bodily skill as an element in cultivation is 
more comprehensive, and includes that habitual 
contact with the external world which Emerson 
deemed essential to real culture. We have lately 
become convinced that accurate work with car 
penters tools, or lathe, or hammer and anvil, or 
violin, or piano, or pencil, or crayon, or camel s- 
hair brush, trains well the same nerves and gan 
glia with which we do what is ordinarily called 
thinking. We have also become convinced that 
some intimate, sympathetic acquaintance with 
the natural objects of the earth and sky adds 
greatly to the happiness of life, and that this ac 
quaintance should be begun in childhood and be 
developed all through adolescence and maturity. 
A brook, a hedgerow, or a garden is an inex 
haustible teacher of wonder, reverence, and love. 
8 

The scientists insist to-day on nature study for 
children ; but we teachers ought long ago to have 
learned from the poets the value of this element 
in education. They are the best advocates of na 
ture study. If any are not convinced of its worth, 
then let them go to Theocritus, Virgil, Words 
worth, Tennyson, or Lowell for the needed de 
monstration. Let them observe, too, that a great 
need of modern industrial society is intellectual 
pleasures, or pleasure which, like music, 
combines 
delightful sensations with the gratifications of 
observation, association, memory, and 
sympathy. 
The idea of culture has always included a quick 
and wide sympathy with men ; it should here 
after include sympathy with nature, and particu 
larly with its living forms, a sympathy based on 
some accurate observation of nature, The book 
worm, the monk, the isolated student, has never 
been the type of the cultivated man. Society has 
seemed the natural setting for the cultivated per 
son, man or woman ; but the present conception 
of real culture contains not only a large develop 
ment of this social element, but also an exten 
sion of interest and reverence to the animated 
9 


creation and to those immense forces that set 
the earthly stage for man and all related beings. 

Let us now proceed to examine some of the 
changes in the idea of culture, or in the available 
means of culture, which the last hundred years 
have brought about. 

I. The moral sense of the modern world makes 
character a more important element than it used 
to be in the ideal of a cultivated man. Now, char 
acter is formed, as Goethe said, in the "stream 
of the world" not in stillness or isolation, but 
in the quick-flowing tides of the busy world, the 
world of nature and the world of mankind. At 
the end of the nineteenth century the world was 
wonderfully different from the world at the begin 
ning of that eventful period ; and, moreover, 
mens 
means of making acquaintance with the world 
were vastly ampler than they were a hundred 
years 
earlier. To the old idea of culture some know 
ledge of history was indispensable. Now, history 
is a representation of the stream of the world, or 
of some little portion of that stream, one hundred, 
five hundred, two thousand years ago. Acquaint 
ance with some part of the present stream ought 
10 



to be more formative of character, and more in 
structive as regards external nature and the na 
ture of man, than any partial survey of the stream 
that was flowing centuries ago. We have, then, 
through the present means of reporting the 
stream of the world from day to day, material for 
culture such as no preceding generation of men 
has possessed. The cultivated man or woman 
must use the means which steam and electricity 
have provided for reporting the play of physical 
forces and of human volitions which make the 
world of to-day ; for the world of to-day supplies 
in its immense variety a picture of all stages of 
human progress, from the stone age, through 
savagery, barbarism, and mediaevalism, to what 
we now call civilization. The rising generation 
should think hard, and feel keenly, just where the 
men and women who constitute the actual human 
world are thinking and feeling most to-day. The 
panorama of to-day s events is not an accurate or 
complete picture, for history will supply posterity 
with much evidence which is hidden from the 
eyes of contemporaries ; but it is nevertheless an 
invaluable and a new means of developing good 



judgment, good feeling, and the passion for
 social 
service; or, in other words, of securing 
cultivation. But someone will say : The stream of the 
world is foul. True in part. The stream is, what 
it has been, a mixture of foulness and purity, of 
meanness and majesty ; but it has nourished indi 
vidual virtue and race civilization. Literature and 
history are a similar mixture, and yet are the tra 
ditional means of culture. Are not the Greek 
tragedies means of culture ? Yet they are full of 
incest, murder, and human sacrifices to lustful 
and revengeful gods. 

II. A cultivated man should express himself by 
tongue or pen with some accuracy and elegance ; 
therefore, linguistic training has had great impor 
tance in the idea of cultivation. The conditions 
of the educated world have, however, changed so 
profoundly since the revival of learning in Italy 
that our inherited ideas concerning training in 
language and literature have required large modi 
fications. In the year 1400, it might have been 
said with truth that there was but one language 
of scholars, the Latin, and but two great litera 
tures, the Hebrew and the Greek. Since that 
12 



THE CULTIVATED MAN 

time, however, other great literatures have arisen, 
the Italian, Spanish, French, German, and above 
all the English, which has become incomparably 
the most extensive and various and the noblest 
of literatures. Under these circumstances it is 
impossible to maintain that a knowledge of any 
particular literature is indispensable to culture. 
Yet we cannot but feel that the cultivated man 
ought to possess a considerable acquaintance 
with the literature of some great language, and 
the power to use the native language in a pure 
and interesting way. Thus, we are not sure that 
Robert Burns could be properly described as a 
cultivated man, moving poet though he was. We 
do not think of Abraham Lincoln as a cultivated 
man, master of English speech and writing 
though he was. These men do not correspond to 
the type represented by the word " cultivated," i 
but belong in the class of geniuses. When we 
ask ourselves why a knowledge of literature 
seems indispensable to the ordinary idea of cul 
tivation, we find no answer except this, that in 
literature are portrayed all human passions, de 
sires, and aspirations, and that acquaintance with 
 

these human feelings, and with the means of 
portraying them, seems to us essential to culture. 
These human qualities and powers are also the 
commonest ground of interesting human inter 
course, and therefore literary knowledge exalts 
the quality and enhances the enjoyment of hu 
man intercourse. It is in conversation that culti 
vation tells as much as anywhere, and this rapid 
exchange of thoughts is by far the commonest 
manifestation of its power. Combine the know 
ledge of literature with knowledge of the " stream 
of the world," and you have united two large 
sources of the influence of the cultivated person. 
The linguistic and literary element in cultivation 
therefore abides, but has become vastly broader 
than formerly ; so broad, indeed, that selection 
among its various fields is forced upon every 
educated youth. 

dimarts, 13 d’octubre de 2015

mas a filosofia que dá mérito ao poeta não é a que em rasgões se arranca dos livros ..A pintura, segundo a expressão de Camões, (*) he uma poesia muda, bem como a poesia he uma pintura, que fala, donde vem ser mui adequada a comparação, que neste lugar se faz de huma com outra. Ambas estas artes imitão a natureza (...). (*) Lus. 7. 76. e 8. 41. Posteriormente, acrescenta40 : A pintura, diz Vitruvio, (*) he uma imagem do que he, ou do que pode ser, o mesmo se deve dizer da poesia.Este modêlo da vida e dos costumes he a natureza, e as acções, que os homens geralmente costumão fazer, pois sobre ellas deve formar o poeta, que bem quizer imitar, todas as bellas copias, que só lhe póde offerecer hum tão perfeito original. Esta imitação da natureza não “se identifica com uma cópia servil, com uma reprodução realista e minuciosamente exacta.”34 Os poetas deveriam antes seleccionar apenas os traços universais e acentuar “os aspectos característicos e essenciais do modelo, eliminando os traços acidentais e transitórios, desprovidos de significado no domínio do universal poético.”35 Por isso, afirma36 : Desta sorte todas as expressões serão vivas e adequadas ás pessoas, pois como o poeta não as toma do caracter particular deste ou daquelle homem, mas sim das inclinações, que a natureza inspira Virgilio quando deo ao seu Heroe a sabedoria, a piedade e o valor, nada disto tirou de Enéas, que nunca vio, nem tambem o achou em Homero ou algum outro poeta, mas contemplou estas virtudes segundo a natureza, e dellas formou a idéa de hum perfeito Principe, e consummado General. De facto, um bom poeta é sempre um “sábio imitador”38 : Isto mesmo deve fazer hum sabio imitador, isto he, hum bom poeta, que nunca deverá attender ao que faz hum ou outro homem em particular, mas sim ao que a natureza em geral quer que cada hum faça segundo os costumes, e paixões, que se lhe attribuirão, e nestas circumstancias ao que deve e póde fazer verisimilmente. (...) Esta interpretação nos parece boa por se fundar na doutrina de Aristoteles.Dous Poetas nossos nos mostrão (...) a arte, com que se póde, usando-se de hum pensamento alheio, fazelo subir de ponto por huma nobre e elegante imitação. Virgilio disse (***) maravilhosamente: O fortunatos nimium, sua si bona norint, Agricolas! Esta mesma idéa nos representão Sá de Miranda, e Ferreira por hum modo nada menos maravilhoso, porém acompanhada de huma particular graça, que a faz parecer quasi inteiramente propria de cada hum dos referidos Poetas. Sá de Miranda diz assim: (****) Ó vida dos lavradores, Se elles conhecessem bem As vantagens que tem, Aquelles tantos suores, Que santamente os mantem. Ferreira (*) por outra maneira differente, porém nova, exprimio o mesmo nos seguintes versos: Ó bemaventurados os pastores Se seus bens conhecessem! a quem dá a terra Á vida mantimento, aos olhos flores

Pois ao parecer de Cicero (*) só quando a hum feliz engenho se ajunta a arte e o estudo, he que se vê resultar desta união hum não sei que de singular, e admiravel, que nos encanta; ao que tambem se conformão Quinctiliano (**) e Longino, (***) pois só na sua reciproca aliança considerão soberana perfeição. De sorte que o nosso judicioso Ferreira, (****) suppóem a arte de tanto proveito, que por hum certo modo entende que poderá ella com a efficacia dos seus esforços supprir alguma falta da natureza, se bem que sempre reputa esta como absolutamente necessaria. 


Questão foi já de muitos disputada, 
S' obra em verso a arte mais, se a natureza, 
Huma sem outra val ou pouco, ou nada. 
Mas eu tomaria antes a dureza 
Daquelle, que o trabalho, e arte abrandou, 
Que dest' outro a corrente, e vã presteza

Porém esta união he difficil encontrar-se, como pondera aquelle mesmo, que entre nós melhor a soube fazer, dizendo de si: 

Não me falta na vida honesto estudo,
 Com longa experiencia misturado; 
Nem engenho, que aqui vereis presente; 
Cousas, que juntas se achão raramente. 

a razão serve para disciplinar o fogo natural, e moderar as desordens e excessos de huma imaginação muito ardente. Este mesmo preceito inculca Ferreira (*) a Bernardes: Muito, ó Poeta, o engenho póde dar-te, Mas muito mais que o engenho, o tempo e estudo;
 Não queiras de ti logo contentar-te. 
He necessario ser hum tempo mudo: 
Ouvir e ler sómente: que aproveita 
Sem armas, com fervor commeter tudo?
 Caminha por aqui. Esta he a direita 
Estrada dos que sobem ao alto monte,
 Ao brando Apollo, ás nove Irmãs acceita. 
Do bom escrever, saber primeiro he fonte. Enriquece a memoria de doutrina. 
Do que hum cante, outro ensine, outro te conte

Como Horacio tem recommendado tanto o cuidado da emenda, e não faltaria quem lhe oppozesse a autoridade de Democrito, o qual dizia que para alguem se distinguir na poesia valia mais o enthusiasmo e furor natural do que a arte: o Poeta, que ha de estabelecer o contrario mostrando a estreita união, que ambas estas cousas devem ter entre si, dá primeiro a ver a má interpretação, em que alguns tomavão a doutrina do referido Filosofo, e as ridiculas consequencias, que della resultavão. Esta opinião de Democrito, exposta aqui por Horacio, (...) he tambem a de Platão, (*) e Aristoteles. (**) Este ultimo estabelece, que para ser bom poeta he necessario ou ter hum engenho excellente ou ser furioso. (...) Porém os máos poetas abusárão deste pensamento (...), e se capacitárão que o trabalho e o estudo nada servião para a poesia, bastando imitar os poetas, que abstrahidos do enthusiasmo nada cuidão em si, e buscão os lugares solitarios com outros muitos delirios, e exterioridades de loucos, que Horacio escarnece. (*)Plato in Apologia (…) (**) Poet. cap. 18. O autor contradiz, assim, aqueles que postulavam que só os possessos do furor animi poderiam ser bons poetas: “hum mao poeta he na realidade hum furioso.”43 De acordo com esta ideia, afirmou Aguiar e Silva: “O intelectualismo clássico revelava-se na concepção do fenómeno da criação poética. Herdeiro de uma longa tradição teórica, que procedia de Aristóteles e de Horácio e fora retomada e desenvolvida pela poética quinhentista de matriz aristotélica e horaciana, segundo a qual a techne, a ars, o saber, o trabalho de correcção (limae labor) constituem factores 
essenciais da criação poética, o classicismo rejeita explicitamente a concepção platónica e neoplatónica do acto criador poético como manifestação de uma "loucura" ou de um "furor divino".”44 Neste sentido, diz o nosso Fonseca45 : Que não baste haver no poeta engenho para inventar as cousas, compôr a fabula, e dar o decoro ás personagens; mas que lhe seja tambem necessaria a arte para que os versos tomando as graças da elocução tornem assim mais bellos os pensamentos pela reciproca dependencia, que isto tem entre si; (...) Assim he, como o Poeta deixa dito, que mais val ser a fabula especiosa em alguns lugares pela força das cousas, e que se pintem com viveza os costumes, do que hum esteril jogo de palavras, as quais sómente deleitem os ouvidos. Porém para que nos versos não haja hum tão grande defeito ajunte-se ao engenho a arte, e vença esta com incansavel applicação, qual era a dos Gregos, aquellas difficuldades, que ha para unir em qualquer obra poetica todas estas virtudes. A arte, como techne, era posta ao serviço do engenho impetuoso e indómito, cabendo-lhe refreá-lo e discipliná-lo. Pedro da Fonseca, noutro passo, defende a necessidade simultânea de engenho e arte46 : A opinião quasi commua, de que basta o engenho para a poesia, dá bem a conhecer quanto na realidade he elle necessario, ou, dizendo melhor, indispensavel. Porém Horacio não quer todavia que sem embargo de toda a sua importancia, se repute como unicamente preciso, e por isso resolve a questão, que diz se ventilava a este respeito. Quanto a mim, continúa elle, nem a arte servirá de cousa alguma sem a natureza, nem tambem a natureza independente da arte. Por isso convém que huma tome da outra grandes auxilios, e sejão inseparaveis companheiras

dissabte, 10 d’octubre de 2015

THE SYRIAN WAR PRISIONERS VON FESTUNG EUROPA Despite the fact that the excess of prisoners held by the South enabled the Confederacy to retur n their prisoners to the ranks soon after their return , the Southern soldier revealed the same tendencies in parole camps as his Norther n adversary. Genera l M . L. Smith, writin g to Genera l French in regard to deliveries at City Point , said "th e camp of paroled prisoners at this point has given mor e annoyance and trouble tha n any other of the many charges upon the comman d in Richmond , and you will be fortunat e and deserve unusually if you succeed wher e we hav e well-nig h failed in managin g it satisfactorily. Th e men arrive full of the idea of deserving unusual privileges because of their capture and will at once besiege your officers for furloughs, pleadin g the unusual merit of their position, and upon being refused, as they must be in every instance except whe n furnishin g a certificate of disability, they become exceedingly unruly, mutinous and difficult of management Analysis and Activism: Social and Political contributions of Jungian Psychology Civil War prisons: a study in war psychology Hesseltine, William Best, The genesis of the peculiar frame of mind of these persons is for the most part lost in obscurity, for it is only very rarely that one of these remarkable personalities can be subjected to exact observation. In view of the often great historical importance of these persons, it is much to be wished that we had some scientific material which would enable us to gain a closer insight into the psychological development of their peculiarities. Apart from the now practically useless productions of the pneumatological school at the beginning of the nineteenth century, FERO Ó M'UNAS Ó COISO scientific literature is very poor in this respect; indeed, there seems to be real aversion from investigation in this field DU CARALHO next book of the week the complete JUNGIAN WORKS BY oito von BISMARK eight 8 von is like the five going to fix the economy or the five buy a dog


  • In susceptible subjects relatively small stimuli suffice to bring
    about POLITICAL somnambulism Our PS case approaches to hysterical lethargy .....
    The automatisms transform THE PS AND PSEUDO-LEFIST Lethargy into hypnosis Her ego-consciousness is identical in all states Secondary somnambulic SOARES AND GALAMBAS
    personalities split off from the primary unconscious personality
    All group themselves under two types, 
  • the gay-hilarious, and serio-religious 
  • The automatic speaking occurs This facilitates the
    study of the subconscious personalities Their share of the con-sciousness The irruption of the hypnosis is complicated by an
    hysterical attack The automatism arising in the motor area
    plays the part of hypnotist When the hypnotism flows over into
    the visual sphere the hysterical attack occurs Grandfathers
    I. and II. Hysterical dissociations belong to the superficial layers
    of the ego-complex There are layers beyond the reach of dissociation Effect of the hysterical attack

dijous, 8 d’octubre de 2015

Klimaschwankungen DA EXTINÇÃO DOS ANIMAIS HUMANOS NO PÓS-GLACIAR DO WURM Mindel-Kaltzeit, also Mindel-Glazial, Mindel-Komplex or MESMO DO RISS ....GÜNS, MINDEL, RISS, WÜRM HÁ 18000 ANOS O AQUECIMENTO GLOBAL COMEÇA A DERRETER OS CUBOS DE GELO DA DÍVIDA COLOSSAL AMERICANA CONGELADA SOB JUROS BAIXOS APESAR DE ALGUNS REAVANÇOS DA FRENTE POLAR A MAIOR DA QUAL HÁ 15 -14 KILOYEARS INICIALMENTE O GRANDE VÓRTEX POLAR DEVE APENAS TER DEIXADO DIMINUIR A ESPESSURA DO GELO SEM AFECTAR A SUA EXTENSÃO O QUE DEVE TER LEVADO À CONTRACÇÃO DA ÁREA LIVRE DE GELO E À EXTINÇÃO DAS PULGAS DO Homo neandertalensis e DO PRÓPRIO HOMO POR AFOGAMENTO DEVIDO AO GRANDE DILÚVIO TAMBÉM CONHECIDO POR TRANSGRESSÃO MARINHA OU SUBIDA DO NÍVEL DO MAR OCEANO Untergrenzen für das Unter-, Mittel- und Ober-Pleistozän In den zurückliegenden Jahren wurde die Grenzziehung zwischen Pliozän und Pleistozän kontrovers diskutiert. In Nordwesteuropa (so auch in Nordwestdeutschland) wird bislang der niederländischen Gliederung gefolgt, die Untergrenze des Pleistozän bzw. des gesamten Quartär mit der ersten deutlichen Abkühlungsphase zu definieren (Praetiglium), die zu einem markanten Umbau der Flora am Ende des Neogen, nach dem Reuverium, führte (ZAGWIJN 1960, 1963, 1974). Hierbei kam es zum Aussterben typischer Tertiärgehölze wie Sequoia, Nyssa, Liquidambar, Sciadopitys u.a. Dieser klimatisch bedingte Florenwechsel eignet sich für Korrelationen innerhalb Mitteleuropas und ist überdies durch seine Position knapp oberhalb der paläomagnetisch definierten Gauss-Matuyama-Grenze (ca. 2,6 Ma) gut reproduzierbar. Auf dem 27. Internationalen Geologischen Kongress in Moskau 1984 wurde allerdings das Profil von Vrica (Italien) als GSSP für die Untergrenze des Pleistozän (Top der Olduvai-Magnetozone, ca. 1,8 Ma) festgelegt. Die Zweckmäßigkeit dieser Grenzziehung wurde in den Folgejahren kritisiert, da mit ihr nicht das wirklich erste kalte Klima-Ereignis im späten Känozoikum erfasst wurde Die Gliederung für den nicht glazial beeinflussten Zeitraum des Unterpleistozän und des unteren Mittelpleistozän (bis zur Elster-Kaltzeit) basiert in Norddeutschland auf langen kontinentalen Folgen wie Lieth in Schleswig-Holstein (MENKE 1975) und Gorleben in Niedersachsen (MÜLLER 1992). Die Kriterien für die paläoklimatologische Klassifikation in Kalt- und Warmzeiten gehen auf die Palynologie zurück.PALINOLOGIA JÁ ZURUCK TÁ DOIDÃO MESMO

Für die terrestrische Regionalstratigraphie in Europa besitzt die Gliederung quartärer Schichtenfolgen auf der Basis von Klima-Ereignissen eine lange Tradition. In verschiedenen Ländern bzw. Gebieten ist die klimatostratigraphische Klassifikation in Glaziale und Interglaziale bzw. Stadiale und Interstadiale etabliert und wurde in regionalen Standards verankert (GIBBARD & WEST 2000). Teilweise werden in Nordwesteuropa Kalt- und Warmzeiten als chronostratigraphische Einheiten im Sinne von regionalen Stufen (z.B. Eemian Stage) gebraucht. Insbesondere bei der Identifikation und Korrelation von Warmzeiten hat sich die Palynologie durch die Erfassung von Biozonen (Pollen Assemblage Zones, Pollen Abundance Zones) bewährt. Zahlreiche regionalstratigraphische Einheiten und Grenzstratotypen des Quartär wurden mittels palynostratigraphischer Kriterien definiert. Die Entwicklung regionaler Stratigraphien mit entsprechenden Stratotypen ist für das Quartär unabdingbar, da sich Klimaschwankungen räumlich und faziell sehr unterschiedlich ausgewirkt haben. Terrestrische Stratigraphie, marine Stratigraphie, Eiskern-Stratigraphie – sie alle tragen zum Verständnis der Klimavariabilität bei und werden unabhängig voneinander weiter entwickelt. Allerdings verbaut die unkritische Ausdehnung der stratigraphischen Terminologie, wie sie in den marinen Folgen oder Eiskernen verwendet wird, auf den terrestrischen Bereich dieses Verständnis und führt zu stratigraphischen Konfusionen. Der Begriff „Quartär“ ist nach wie vor als Klassifikation für die entsprechende Periode bzw. für das entsprechende System verbindlich. Vorschläge, das Quartär mit in das System Neogen einzubeziehen, werden zur Zeit diskutiert (z.B. STEININGER 2002). Die Subkommission für Quartärstratigraphie (SQS) der IUGS hat sich im Jahre 2002 neu konstituiert und arbeitet gegenwärtig an der Definition für Global Stratotype Sections and Points (GSSP) für die Basis des Mittel- und Oberpleistozän sowie des Holozän. 

diumenge, 4 d’octubre de 2015

old but cold. "do our virtual bodies change our minds?" YES THE MIND IS CAST IN REGULAR BIOLOGICAL CYCLES THESE CYCLES APPEAR TO BE BIOLOGICAL CONSTANTS WITH SOME ERRORS BIG FAT ERROR SLOW FAST FOOD ETC ...THE MIND CAST BY THY VIRTUAL BODY IS NOT THE SAME IN ANY GIVEN SECOND OF EXISTENCE------The Argument From Motion St. Thomas Aquinas, studying the works of the Greek philosopher Aristotle, concluded from common observation that an object that is in motion (e.g. the planets, a rolling stone) is put in motion by some other object or force. From this, Aquinas believes that ultimately there must have been an UNMOVED MOVER (GOD) who first put things in motion. Follow the argument this way: Nothing can move itself. If every object in motion had a mover, then the first object in motion needed a mover. Movement cannot go on for infinity. This first mover is the Unmoved Mover, called God. Aquinas is starting from an a posteriori position. For Aquinas motion includes any kind of change e.g. growth. Aquinas argues that the natural condition is for things to be at rest. Something which is moving is therefore unnatural and must have been put into that state by some external supernatural power.

Second Way - Causation of Existence

This Way deals with the issue of existence. Aquinas concluded that common sense observation tells us that no object creates itself. In other words, some previous object had to create it. Aquinas believed that ultimately there must have been an UNCAUSED FIRST CAUSE (GOD) who began the chain of existence for all things. Follow the agrument this way:
  1. There exists things that are caused (created) by other things.
  2. Nothing can be the cause of itself (nothing can create itself.)
  3. There cannot be an endless string of objects causing other objects to exist.
  4. Therefore, there must be an uncaused first cause called God.

Third Way - Contingent and Necessary Objects

This Way is sometimes referred to as the modal cosmological argument. Modal is a reference to contingency and necessary. This Way defines two types of objects in the universe: contingent beings and necessary beings. A contingent being is an object that cannot exist without a necessary being causing its existence. Aquinas believed that the existence of contingent beings would ultimately necessitate a being which must exist for all of the contingent beings to exist. This being, called a necessary being, is what we call God. Follow the argument this way:
  1. Contingent beings are caused.
  2. Not every being can be contingent.
  3. There must exist a being which is necessary to cause contingent beings.
  4. This necessary being is God.